Relator defende que exploração sexual de crianças seja tratada como crime de organização criminosa
Deputado Capitão Alden detalha proposta que reconhece redes de exploração infantojuvenil como organizações criminosas e prevê proteção ampliada a agentes infiltrados.
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 4746/25, que propõe reconhecer a exploração sexual infantojuvenil como atividade típica de organizações criminosas. Em entrevista à Rádio Câmara nesta quinta-feira (19), o relator da proposta na Comissão de Segurança Pública, deputado Capitão Alden (PL-BA), destacou três pontos centrais do texto:
- Reconhecimento das redes de exploração sexual de crianças e adolescentes como organizações criminosas;
- Previsão expressa da possibilidade de infiltração de agentes para investigar organizações voltadas ao tráfico e à exploração sexual infantojuvenil, inclusive em ambientes virtuais;
- Ampliação das medidas de proteção ao agente infiltrado e à sua família.
“Exploração sexual infantojuvenil não é crime de esquina. É uma rede estruturada, com aliciador, transportador, financiador, distribuidor de conteúdo, intermediador digital. Portanto, sem reconhecer isso como organização criminosa, o combate fica fragmentado”, argumentou Capitão Alden.
Ouça a íntegra da entrevista de Capitão Alden à Rádio Câmara
O deputado reforçou: "O que estamos fazendo é atualizar o sistema penal para o mundo real. Crime organizado que explora a criança precisa ser tratado como crime organizado com todo o peso da lei. Esse projeto, portanto, endurece, protege quem investiga e fecha brechas.”
Próximos passos
O projeto já foi aprovado na Comissão de Segurança Pública e ainda precisa ser analisado pelas comissões de Previdência e de Constituição e Justiça, antes de seguir para o Plenário.
Para que a proposta se torne lei, é necessário aprovação tanto na Câmara quanto no Senado.