CPMI DO INSS

Com recusa de Vorcaro, CPMI do INSS ouvirá investigada ligada à Conafer

Ingrid Pikinskeni Morais Santos, suspeita de envolvimento em fraudes milionárias, depõe nesta segunda-feira na comissão.

Publicado em 20/02/2026 às 17:35
Reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS Geraldo Magela/Agência Senado

O depoimento de Daniel Vorcaro à CPMI do INSS, previsto para segunda-feira (23), foi cancelado e substituído pela oitiva de Ingrid Pikinskeni Morais Santos, ligada à Conafer. A entidade é apontada como beneficiária de mais de R$ 100 milhões provenientes de descontos ilegais em benefícios previdenciários. A reunião está marcada para as 16h, na sala 2 da Ala Nilo Coelho.

O cancelamento ocorreu porque Vorcaro, ex-dono do já liquidado Banco Master, recusou-se novamente a depor no Congresso, respaldado por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. O ministro determinou que Vorcaro, atualmente em prisão domiciliar, não é obrigado a comparecer nem à CPMI nem à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

O ex-banqueiro foi preso durante a Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF), sob suspeita de irregularidades ligadas à instituição financeira. Posteriormente, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) revogou a prisão preventiva, mantendo, porém, medidas cautelares.

O Banco Master mantinha acordo de cooperação técnica com o INSS para a oferta de crédito consignado. A CPMI investiga possíveis descontos indevidos, falhas de controle e eventual participação de dirigentes ou parceiros da instituição nas irregularidades.

A depoente substituta, Ingrid Pikinskeni Morais Santos, é esposa e sócia de Cícero Marcelino de Souza Santos, apontado como operador e assessor do presidente da Conafer. Ingrid é suspeita de ter recebido recursos ilícitos repassados pelo marido, atuando na ocultação patrimonial.

De acordo com os requerimentos de convocação, o nome de Ingrid aparece em operações financeiras de alto valor e sem justificativa econômica lícita. Ela e o marido também são investigados por supostamente comprar e vender carros de luxo para lavar o dinheiro obtido com as fraudes, segundo os documentos.