CPMI mantém convocação de advogado investigado para depor na quinta-feira
Cecílio Galvão, alvo de condução coercitiva, terá que esclarecer contratos milionários com associações sob investigação.
O advogado Cecílio Galvão, que deveria depor à CPMI do INSS nesta segunda-feira (2), teve seu depoimento adiado para quinta-feira (5). Galvão foi alvo de um pedido de condução coercitiva pela comissão após diversas tentativas frustradas de intimação.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), confirmou a manutenção da convocação. “Há manifesto intuito protelatório do depoente e desrespeito às prerrogativas desta comissão. Assim, fica mantida a convocação do senhor Cecílio Galvão e a condução coercitiva para a próxima quinta-feira”, afirmou Viana.
O advogado é chamado a esclarecer supostos contratos milionários firmados com associações investigadas por desvios de recursos de aposentados, conforme requerimento (REQ 2.787/2025 - CPMI do INSS) apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPMI.
Após a aprovação judicial do pedido de condução coercitiva, Galvão solicitou no domingo a dispensa do depoimento, alegando sua condição de advogado, além de pedir acesso aos documentos relacionados a ele na investigação.
O pedido de dispensa foi negado pela CPMI, e, segundo o senador Viana, Galvão não foi convocado na condição de advogado, o que impede sua dispensa. O pedido de acesso aos documentos, no entanto, foi atendido.
Na mesma sessão de quinta-feira, a comissão também deve ouvir o presidente da Empresa de Processamento de Dados da Previdência Social (Dataprev), Rodrigo Ortiz D'Avila Assumpção. O depoimento dele, inicialmente marcado para esta segunda-feira, foi adiado devido a uma viagem à Índia.