Girão defende manutenção das quebras de sigilo e prorrogação da comissão
Senador destaca legalidade das decisões e pede mais 60 dias para aprofundar investigações sobre supostos desvios no INSS.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE) defendeu, nesta terça-feira (3), a manutenção das quebras de sigilo aprovadas pela CPMI do INSS e reforçou que nunca houve interferência da Presidência do Senado em decisões de comissões parlamentares de inquérito.
Entre as quebras de sigilo aprovadas está o de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em pronunciamento no Plenário, Girão afirmou que a deliberação segue as normas internacionais e citou precedente da Casa para sustentar a legalidade do procedimento.
— Eu quero alertar que o Brasil espera uma decisão sóbria, que a decisão independente e totalmente legítima da CPMI do INSS seja mantida, porque foi totalmente fiel ao Regimento Interno. Vou trazer aqui o precedente que o próprio Davi Alcolumbre leu do lugar em que o senhor está sentado, em 2019 — disse Girão, ao relembrar votação sobre a MP 870/2019 no Plenário do Senado.
O senador também afirmou que houve tentativa de interferência por parte da base governamental durante a votação dos requerimentos. Segundo ele, a aprovação incluiu a quebra de sigilos bancários e fiscais de diversas pessoas, entre eles o filho do presidente da República, com o objetivo de aprofundar as investigações. Girão ainda reportagem que apontava suposto vínculo entre Lulinha e investigados no caso do INSS e defendeu o avanço das apurações.
— É fundamental a prorrogação desta CPMI por, pelo menos, 60 dias. É urgente e inadiável. O próprio Lulinha já teria admitido publicamente, junto com interlocutores, o seu vínculo com o Careca do INSS. Como é que a gente não vai fazer o nosso trabalho e nos aprofundar para ver se isso é verdade, quem é culpado e quem não é?