Inelegível, Pablo Marçal anuncia filiação ao União Brasil para 'livrar a nação do PT'
Influenciador busca reverter condenação na Justiça Eleitoral e mira candidatura ao Senado Federal
Pablo Marçal , influenciador e ex-técnico, anunciou que se filiará ao União Brasil em cerimônia marcada para a próxima sexta-feira, 6, em São Paulo. Marçal, que disputou a Prefeitura da capital paulista em 2024, foi declarado inelegível por oito anos pela Justiça Eleitoral do Estado.
O ex-candidato foi condenado à inelegibilidade em fevereiro de 2025 por vender apoio político durante a campanha de 2024. Em vídeo publicado nas redes sociais, Marçal se ofereceu para gravar vídeos promovendo candidatos a vereador por R$ 5 mil.
Em entrevista ao Estadão, Marçal afirmou estar confiante de que conseguirá reverter as decisões judiciais: "Eu, enquanto jurista, tenho verdade nisso, não pensando como polo passivo, né? Mas, pelo fundamento das ações, de onde vêm as ações, acabou vindo de PSOL, de PT, de lugares que provocam essas distrações", declarou.
Dirigentes do União Brasil informaram que a estratégia do partido é tentar reverter as declarações de Marçal na Justiça Eleitoral, permitindo que ele disputasse uma vaga ao Senado Federal pela sigla.
Segundo Marçal, sua filiação à União Brasil tem como objetivo “livrar a nação do PT”. Ele também declarou estar "aberto para jogar na posição que mais ajudar o povo".
Nas eleições municipais de 2024, Pablo Marçal terminou em terceiro lugar na disputa pela Prefeitura de São Paulo, com 1.719.274 votos, equivalentes a 28,14% dos votos válidos.
Ao oferecer divulgação para vereadores, Marçal afirmou que concorda "em uma eleição desleal" por não utilizar recursos públicos, enquanto, segundo ele, "os 'bonitões' gastaram R$ 100 milhões para fazer propaganda enganosa".
O juiz Antonio Maria Patiño Zorz, da 1.ª Zona Eleitoral, declarou Pablo Marçal inelegível por abuso de poder econômico e político, uso indevido de meios de comunicação social e captação ilícita de recursos.
Na sentença, o magistrado destacou que a oferta feita por Marçal "foi levada a sério por candidatos a vereador que realizaram as ações confirmadas pelo exigido" e teve "potencialidade para macular a integridade do processo eleitoral em razão do efeito que produziram na consciência política dos cidadãos".
Em novembro de 2025, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) aceitou, por unanimidade, um recurso da defesa de Marçal e rejeitou uma ação que o tornou inelegível em um processo relacionado a abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2024. Apesar da decisão favorável, Marçal ainda respondeu a outra ação que mantém sua inelegibilidade.