EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Comissão aprova uso de técnica comportamental na inclusão escolar

Proposta prevê oferta de Análise do Comportamento Aplicada (ABA) em escolas regulares para alunos com necessidades específicas

Publicado em 06/03/2026 às 16:58
Comissão da Câmara aprova regulamentação da técnica ABA para inclusão escolar no ensino regular. Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou proposta que regulamenta o uso da Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e prevê a oferta dessa técnica no sistema de ensino regular.

O colegiado aprovou o substitutivo da relatora, deputada Flávia Morais (PDT-GO), ao Projeto de Lei 1321/22, de autoria dos deputados Pompeo de Mattos (PDT-RS) e André Figueiredo (PDT-CE), além do ex-deputado Wolney Queiroz.

O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para determinar que escolas regulares ofereçam, quando necessário, serviços de apoio especializado fundamentados na técnica ABA. O atendimento será destinado a crianças e adolescentes com comprometimento neurológico, motor, cognitivo, de comunicação ou de interação social.

"A proposta reforça o papel da educação inclusiva na efetivação de direitos e integração social, alinhando-se à Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência", destacou a relatora em seu parecer.

A técnica

A Análise do Comportamento Aplicada (ABA, na sigla em inglês) estuda e aplica princípios comportamentais. No contexto do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições do neurodesenvolvimento, o método foca no desenvolvimento de habilidades, autonomia e na redução de comportamentos que dificultem o convívio social ou a aprendizagem.

A técnica é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para pessoas com desenvolvimento atípico.

Regulamentação profissional

Além da alteração na legislação educacional, a proposta estabelece que a terapia ABA poderá ser conduzida por profissionais de saúde ou educação com profissão regulamentada, desde que possuam formação específica na área (graduação ou pós-graduação reconhecida pelo MEC).

O texto também determina que estagiários e acompanhantes terapêuticos atuem sob supervisão de um profissional habilitado.

Próximos passos

A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Educação; de Saúde; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, o projeto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei