Projeto propõe infraestrutura básica para populações tradicionais em unidades de conservação
Plano de manejo deverá mapear situação habitacional e garantir acesso a água, saneamento e energia na Amazônia Legal
O Projeto de Lei 7233/25 determina que os planos de manejo das Unidades de Conservação de Uso Sustentável na Amazônia Legal, que possuam população tradicional residente, incluindo obrigatoriamente o Plano de Diagnóstico e Adequação Socioterritorial (PDAS).
Esse plano terá como objetivo mapear a situação habitacional e de infraestrutura básica das comunidades locais, abrangendo abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos sólidos e fornecimento de energia. O PDAS deverá estabelecer metas e cronogramas para garantir condições de moradia dignas aos residentes.
O documento deverá ser elaborado em conjunto com as comunidades e será requisito obrigatório para a obtenção de recursos federais destinados à gestão das Unidades de Conservação.
A proposta altera a Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza .
O deputado Amom Mandel (Cidadania-AM), autor do projeto, destaca que estudos mostram que áreas protegidas da Amazônia Legal apresentam as piores condições de moradia e saneamento básico do país.
“A política de conservação ambiental tem sido renovada à custa da garantia dos direitos sociais básicos das populações que são as principais guardiãs desses territórios”, afirma o parlamentar.
Segundo ele, mais de 75% dos moradores dessas áreas, incluindo populações tradicionais e indígenas, enfrentam dificuldades no acesso à água potável, esgotamento sanitário e manejo de resíduos sólidos.
Próximas etapas
A proposta será comprovada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Para se tornar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.