OPERAÇÃO ANOMALIA

Delegado da PF e ex-secretário do Rio são presos por ligação com o crime organizado

Prisões ocorreram durante operação que investiga venda de influência e favorecimento ao tráfico internacional de drogas

Publicado em 09/03/2026 às 21:15
© Foto / Divulgação/PF via Agência Brasil

A Polícia Federal prendeu nesta segunda-feira, 9, Fabrizio Romano, delegado da PF no Rio de Janeiro, e Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário de Esportes do Estado. Ambos são suspeitos de vender influência política ao crime organizado.

Até o momento da publicação, as defesas dos investigados não haviam sido localizadas. O espaço segue aberto para manifestações.

Alessandro Carracena já havia sido preso no ano passado, junto com o ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos, conhecido como TH Joias (MDB). Segundo a PF, o ex-secretário teria recebido mais de R$ 90 mil do Comando Vermelho.

De acordo com a Polícia Federal, a operação – batizada de Anomalia – tem como objetivo desarticular um núcleo criminoso envolvido na negociação de vantagens indevidas e venda de influência para beneficiar interesses de um traficante internacional de drogas, cujo nome não foi divulgado.

No total, foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro, além de medidas cautelares como o afastamento de funções públicas. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a PF, os investigados formaram uma associação criminosa dedicada a crimes contra a administração pública e ao favorecimento de interesses ligados ao tráfico de drogas.

O esquema envolvia a articulação do ex-secretário de Esportes, do delegado da Polícia Federal e de advogados, que intermediavam favores e pagamentos ilícitos em espécie ao delegado, em troca de informações privilegiadas e influência interna.

As investigações também identificaram a participação de um indivíduo com histórico criminal, responsável por facilitar articulações políticas e operacionais em Brasília.

A ação faz parte da Força-Tarefa Missão Redentor II, criada em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635, que busca garantir a atuação coordenada da Polícia Federal no combate aos principais grupos criminosos violentos do Estado do Rio de Janeiro.