DECISÃO JUDICIAL

CPMI do INSS recorre ao STF para restabelecer quebras de sigilo

Advocacia do Senado contesta decisão de Flávio Dino que suspendeu quebras de sigilo de investigados, incluindo Lulinha.

Publicado em 10/03/2026 às 15:59
Reprodução

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS recorreu nesta terça-feira (10) ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do ministro Flávio Dino, que suspendeu dezenas de quebras de sigilos bancário e fiscal aprovadas pelo colegiado, entre elas a de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula. O recurso foi apresentado pela Advocacia do Senado.

No dia 4 de junho, o ministro Flávio Dino suspendeu os efeitos do requerimento aprovado contra Fábio Luís, conhecido como Lulinha, alegando que quebras de sigilo não podem ser decididas por votações simbólicas ou em bloco. A Advocacia do Senado, porém, contesta esse entendimento e destaca que ambas as modalidades estão previstas no Regimento Interno do Senado e no Regimento Comum do Congresso Nacional.

O recurso solicita o restabelecimento de todas as quebras de sigilo suspensas pela decisão, incluindo a da empresária Roberta Luchsinger. A CPMI pede ainda que, caso o ministro não reconsidere a liminar, o julgamento do mérito seja priorizado na Primeira Turma do STF.

“O recurso é necessário para marcar a posição da CPMI, bem como para evitar o decurso de prazo recursal, pois a decisão pode ser retirada de pauta. Ainda, esse recurso permite que o ministro Flávio Dino reconsidere a decisão”, afirmou o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), na segunda-feira (9).