DISPUTA ELEITORAL EM SÃO PAULO

Tarcísio rebate Haddad e critica aumento de impostos: 'A cada 30 dias'

Governador de São Paulo responde a declarações do ministro da Fazenda e comenta cenário para as eleições estaduais e do Senado.

Publicado em 11/03/2026 às 18:55
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) Reprodução / Instagram

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), respondeu nesta quarta-feira, 11, às críticas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), sobre a suposta 'blindagem' do chefe do Executivo paulista em relação a críticas. Ambos são cotados para se enfrentarem nas eleições estaduais deste ano.

"Ninguém é blindado de crítica de lugar nenhum. Tem bom trabalho, tem trabalho que é ruim. O que eu posso fazer se ele aumentou o imposto a cada 30 dias? Não é culpa minha, é culpa dele", afirmou Tarcísio.

Ao comentar a possibilidade de enfrentar Haddad na disputa pela reeleição, o governador declarou que "não escolhe adversário". Segundo ele, a estratégia é se conectar com as demandas do eleitorado e dialogar diretamente com os eleitores, evitando focar em adversários políticos.

Governador vê 'recall' influenciando corrida ao Senado

Questionado sobre o destaque de nomes do campo progressista na disputa pelo Senado — Haddad, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, lideram com mais de 25% das intenções de voto na pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta —, Tarcísio ressaltou que pretende articular um "nome viável" para o pleito. Nos bastidores, sua preferência é por um nome mais centrista para a segunda vaga, que deve ficar com o PL.

"As pessoas demoram um pouco mais para se conectar à eleição de Senado. Então, numa primeira avaliação, neste momento aparece melhor quem tem mais recall", avaliou o governador. "Obviamente, a gente vai escolher alguém com viabilidade, isso é uma coisa importante."

A primeira vaga deve ficar com o deputado federal e ex-secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite (PP-SP), enquanto a segunda — que seria do ex-deputado Eduardo Bolsonaro — está em disputa. Entre os nomes cogitados estão o vice-prefeito de São Paulo, coronel Mello Araújo (PL), o deputado estadual Gil Diniz (PL-SP) e os deputados federais Mário Frias (PL-SP) e Rosana Valle (PL-SP).

Tarcísio participou da inauguração do novo Centro de Controle Operacional do Metrô (CCOx), responsável pelo funcionamento de quatro linhas do sistema de transporte. O evento também contou com a presença do vice-governador Felício Ramuth (PSD) e do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB).

Haddad decidiu antecipar sua saída do governo — do fim do mês para a próxima semana — e, conforme acordado, o secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan, assumirá o posto.

Para Haddad, os problemas de São Paulo não ganham visibilidade porque o governador estaria sendo "blindado" de críticas.

"Eu tenho recebido informação, inclusive da base, do magistério e da polícia, que está demonstrando um grau de insatisfação bastante grande. Mas eu não sei até que ponto é possível explorar isso (na campanha) por causa da blindagem que se faz ao Tarcísio. Não se fala do governo, não se fala de realização, não se fala de nada", declarou Haddad na semana passada, em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, da TV Brasil e Rádio Nacional.