SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Toffoli se declara suspeito e não votará em referendo sobre prisão de Vorcaro

Ministro do STF alega motivo de foro íntimo e se afasta de julgamento envolvendo banqueiro e operação que prendeu seu cunhado

Publicado em 11/03/2026 às 21:49
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) Reprodução / Agência Brasil

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou-se suspeito para julgar a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro e de outros detidos na operação. Com isso, ele não participará do julgamento do referendo à decisão do ministro André Mendonça, que determinou a prisão do dono do Banco Master. O julgamento está previsto para começar na sexta-feira, 13, no plenário virtual da Segunda Turma da Corte.

Com a ausência de Toffoli, caberá aos ministros André Mendonça, Gilmar Mendes (presidente da Turma), Kássio Nunes Marques e Luiz Fux depositarem seus votos.

Segundo revelou o jornal Estadão, um fundo de Fabiano Zettel — cunhado de Vorcaro e também preso na operação — foi responsável pela compra de uma participação na empresa de Toffoli e de seus irmãos no resort Tayayá. A revelação das relações entre Toffoli, Vorcaro e seu grupo já havia levado o ministro a deixar a relatoria das investigações, que passaram a ser conduzidas por Mendonça.

Mais cedo, Toffoli também se declarou suspeito para analisar o pedido que visava obrigar o Congresso a instalar a CPI do Banco Master. O processo foi redistribuído, por sorteio, ao ministro Cristiano Zanin. Toffoli utilizou essa decisão como argumento para igualmente se afastar do caso da prisão de Vorcaro.

"Nesta data declarei a minha suspeição por motivo de foro íntimo nos autos do Mandado de Segurança nº 40.791/DF, a mim distribuído. Tendo em vista que há correlação entre as matérias objeto daquele feito e as dos autos da Pet nº 15.556/DF, declaro a minha suspeição na forma do art. 145, § 1º, do Código de Processo Civil, por motivo de foro íntimo, a partir desta fase investigativa", afirmou o ministro.