Gleisi e Boulos divulgam vídeo que associa Flávio Bolsonaro a organizações criminosas do Rio
Publicação ocorre após pesquisa indicar empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em simulação de segundo turno.
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, divulgaram nas redes sociais um vídeo que associa o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, a organizações criminosas do Rio de Janeiro. Procurado pela reportagem, Flávio não havia se manifestado até a publicação desta matéria.
A publicação foi feita um dia após a pesquisa Genial/Quaest apontar empate técnico entre o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno.
Segundo apuração do Estadão, dirigentes do PT atribuem ao governo a queda na popularidade de Lula. Nos bastidores, aliados afirmam que o Palácio do Planalto precisa "voltar das férias".
A estratégia definida pelo partido é apresentar o que os petistas chamam de "Flávio de verdade", em contraponto à imagem cultivada nas redes sociais.
O vídeo detalha supostas conexões do senador com o chamado "submundo do crime do Rio de Janeiro".
Um dos quadros exibidos na gravação relaciona Flávio Bolsonaro a três nomes citados em investigações policiais: Gutemberg Fonseca, secretário estadual de Defesa do Consumidor; Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário estadual de Esportes e Lazer e ex-subsecretário estadual de Defesa do Consumidor; e Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, ex-deputado estadual.
Segundo o vídeo, Pitombeira teria proximidade com Gutemberg Fonseca, descrito como "unha e carne" de Flávio Bolsonaro.
O conteúdo afirma ainda que o nome do secretário aparece em investigações da Polícia Federal que apontam supostos contatos com integrantes do Comando Vermelho.
A narração acrescenta que a investigação que levou à prisão de Pitombeira envolve TH Joias, acusado de vazar informações sigilosas a membros da facção.
"Todos esses nomes circulam na mesma rede política ligada a Flávio Bolsonaro", diz trecho da gravação, classificando as relações como uma "teia de relações que não pode ser ignorada".
O vídeo também cita episódios envolvendo o senador em investigações e reportagens, como a homenagem ao ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega na Assembleia Legislativa do Rio e suspeitas relacionadas ao esquema de "rachadinha" em seu gabinete.