ECONOMIA

Governo reduz preço do diesel para conter alta do petróleo causada por conflito no Irã

Medida provisória prevê subvenção e corte de impostos para estabilizar valores e proteger consumidores

Publicado em 13/03/2026 às 15:54
Governo reduz preço do diesel para conter alta do petróleo causada por conflito no Irã

O governo federal editou, na quinta-feira (12), uma medida provisória que busca estabilizar os preços dos combustíveis no país, por meio de subvenção à produção ou importação de diesel. Uma MP também prevê punições para casos de abuso nos preços dos combustíveis ( MP 1.340/2026 ).

Segundo o Executivo, o corte de impostos deve reduzir o valor do litro do diesel em R$ 0,32 nas refinarias. Já a subvenção a produtores e importadores pode gerar impacto adicional de R$ 0,32 por litro. No total, as medidas devem resultar em uma redução de R$ 0,64 por litro, de acordo com o Ministério da Fazenda.

As ações têm caráter temporário, com validade até 31 de dezembro de 2026. O governo também zerou as alíquotas do PIS e Cofins sobre a importação e comercialização do diesel. O aumento do preço internacional do barril de petróleo, provocado pelo conflito no Irã e em países vizinhos, agravou o cenário devido ao bloqueio parcial de navios petroleiros na região.

As medidas são para garantir que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, do caminhoneiro e, sobretudo, não chegue ao bolso do caminhoneiro, não vai chegar ao prato de feijão, à salada de alface, da cebola e à comida que o povo mais consome ”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em coletiva no Palácio do Planalto.

Impacto ao final

Produtores e importadores deverão comprovar que o desconto foi repassado ao consumidor final. Para compensar a perda de arrecadação e incentivo ao refino de petróleo no Brasil, o governo pagará uma alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo e de 50% sobre a exportação de diesel.

A medida provisória também sofreu as deliberações da Lei do Abastecimento Nacional de Combustíveis (Lei 9.847/1999), elevando multas para práticas abusivas de preços ou recusa de fornecimento, que podem variar de R$ 50 mil a R$ 500 milhões.

O governo estima uma perda de até R$ 30 bilhões com os benefícios, mas espera compensar esse valor com o novo imposto sobre a exportação de petróleo. Segundo o Executivo, uma alíquota de 12% sobre o barril não deve apenas equilibrar as contas, mas também incentivar que parte da produção permaneça no mercado interno, evitando o aumento das exportações motivadas pela alta internacional dos preços.

Com informações da Agência Brasil