DECISÃO DO STF

Michelle comemora domiciliar de Bolsonaro após encontro com Moraes

Ex-primeira-dama agradece decisão do ministro Alexandre de Moraes um dia após reunião em Brasília. Ex-presidente cumprirá pena em casa sob restrições.

Publicado em 25/03/2026 às 12:13
Michelle comemora domiciliar de Bolsonaro após encontro com Moraes Reprodução

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) celebrou nesta terça-feira, 24, a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O anúncio ocorre um dia após Michelle se reunir com o magistrado em Brasília.

“Obrigada meu Deus”, escreveu Michelle em publicação no Instagram. Em outra postagem, ela apresentou uma foto massageando os pés de Bolsonaro, afirmando: "Sim, eu CELEBRO as pequenas vitórias. Não me detenho nos detalhes do processo".

“Seguirei cuidando do meu marido, como sempre fiz, com amor, resiliência, dedicação e fé”, completou Michelle na rede social.

Internado desde 13 de março, Bolsonaro teve familiares e aliados intensificando a pressão junto ao STF pela concessão da prisão domiciliar. O ex-presidente foi condenado no ano passado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado para se manter no poder após as eleições de 2022, e cumpriu pena na Papudinha, em Brasília.

Inicialmente, Bolsonaro estava em prisão domiciliar monitorada por tornozeleira eletrônica, mas foi transferido para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília após tentar romper o equipamento.

Na segunda-feira, 23, a Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu parecer favorável à concessão do domicílio. No mesmo dia, Michelle solicita reunião com Moraes para tratar do tema.

Nesta terça, Moraes acatou o parecer da PGR e concedeu prisão domiciliar ao ex-presidente por 90 dias, impondo restrições como uso de tornozeleira eletrônica, autorização de celulares e redes sociais, restrição de visitas e envio diário de relatórios de monitoramento ao STF.

O ministro destacou que a concessão é excepcional e temporária, condicionada à recuperação de Bolsonaro, com reavaliação prevista ao final do período.