Comissão aprova prioridade na emissão de documentos para vítimas de violência doméstica
Projeto altera a Lei Maria da Penha e prevê atendimento célere para vítimas e dependentes cujos documentos tenham sido retidos, subtraídos ou destruídos pelo agressor.
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que garante atendimento prioritário para a emissão de novos documentos a vítimas de violência doméstica, nos casos em que o agressor retiver, subtrair ou destruir esses documentos.
A proposta modifica a Lei Maria da Penha e estende a medida aos dependentes da vítima. O texto determina atendimento ágil em órgãos de identificação civil, cartórios e demais entidades, além de prever medidas de segurança e proteção da privacidade.
Como a análise foi em caráter conclusivo , o projeto poderá seguir para o Senado, salvo se houver recurso para análise no Plenário da Câmara. Para virar lei, a versão final precisa ser aprovada pelas duas Casas.
Versão aprovada
Por recomendação do relator da CCJ, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), foi aprovada, com ajustes, a versão da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher para o Projeto de Lei 5880/23 , de autoria do deputado Duda Ramos (MDB-RR).
“O substitutivo amplia a proteção legal ao considerar essa prática como forma de violência psicológica e ao fortalecer a garantia de acesso ágil a documentos essenciais para a autonomia e segurança das vítimas”, afirmou o relator em seu parecer.
O texto aprovado também altera o Código Penal , incluindo a prisão, subtração ou destruição de documentos da mulher ou dos dependentes entre as condutas que caracterizam a violência psicológica contra a mulher.