SAÚDE

Bolsonaro reclama de dores no ombro e médicos indicam cirurgia

Ex-presidente está internado com pneumonia e pode precisar de intervenção cirúrgica após alta hospitalar

Publicado em 25/03/2026 às 15:19
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) © telegram SputnikBrasil / Acessar o banco de imagens

O cardiologista Brasil Caiado, integrante da equipe médica do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), informou nesta quarta-feira (25) que o ex-mandatário tem relatado dores persistentes no ombro direito, e que exames apontam indicação para cirurgia na região.

"Ele já vinha se queixando de uma dor no ombro direito há algum tempo. Solicitamos a avaliação de um especialista em ombro e cotovelo, que foi realizada na segunda-feira à noite", explicou Caiado durante entrevista no hospital DF Star, onde Bolsonaro segue internado para tratar uma pneumonia.

Segundo o médico, após reunião com o especialista e o fisioterapeuta, uma ressonância magnética indicou necessidade de intervenção cirúrgica para tratar a lesão no ombro direito. “A partir da ressonância, parece-me que há uma indicação cirúrgica para lesão no ombro direito”, afirmou.

Apesar da recomendação, Caiado ressaltou que a decisão sobre a cirurgia será tomada com cautela, já que Bolsonaro ainda está em recuperação da pneumonia. O ex-presidente está internado em Brasília desde o último dia 13.

O cardiologista informou que Bolsonaro continuará o ciclo de antibióticos até esta quinta-feira (26) e, caso haja evolução favorável, a previsão é de alta hospitalar na sexta-feira (27).

"Fizemos ontem (terça-feira) um raio-X do retorno. Como clinicamente ele está estável, o exame nos tranquilizou bastante. Houve melhora significativa da liberação direita, que está praticamente normal, restando apenas uma lesão residual no liberação esquerda, o que já era esperado pela gravidade do caso", detalhou o médico. Após a alta, Bolsonaro deverá realizar fisioterapia em casa.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Ele cumpre pena na Papudinha, em Brasília.

Nesta terça-feira (24), o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, concedeu prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro por 90 dias. Entre as restrições impostas estão o uso de tornozeleira eletrônica, jurisdição de celular e redes sociais, limitação de visitas e envio diário de relatórios de monitoramento ao STF.

A Procuradoria-Geral da República foi favorável à transferência, solicitada pela defesa do ex-presidente, que intensificou os pedidos de prisão domiciliar após a internação.

Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa, uma infecção nos dois pulmões causada pela entrada de líquidos do estômago ou da boca nas vias respiratórias. Ele chegou a ficar internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi transferido para o quarto na segunda-feira (23).