POLÍTICA

CPI do INSS: após decisão do STF, Carlos Viana busca votar relatório nesta sexta-feira

Senador quer concluir trabalhos da CPMI após Supremo rejeitar prorrogação da investigação

Publicado em 26/03/2026 às 20:22
Senador Carlos Viana busca votar relatório da CPMI do INSS após decisão do STF que impede prorrogação.

O senador Carlos Viana (Podemos-MG) pretende ler e votar o relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS nesta sexta-feira (27).

O anúncio foi feito nesta quinta-feira (26), após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir contra a prorrogação da investigação, por 8 votos a 2.

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A decisão do STF representa um revés para o presidente da CPMI, que buscava prorrogar os trabalhos por até 120 dias. O ministro André Mendonça, relator do caso, havia concordado com o pedido de extensão apresentado pelo parlamentar.

Votaram contra a prorrogação os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Edson Fachin. Além de André Mendonça, apenas o ministro Luiz Fux apoiou a continuidade da CPMI.

O voto favorável do relator André Mendonça baseou-se no cumprimento dos requisitos legais, como o número mínimo de 27 senadores e 171 deputados signatários.

Em seus votos contrários, os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes criticaram o vazamento de conversas íntimas extraídas dos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, que também foi alvo da CPMI.

Investigação

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito foi instaurada em agosto de 2025 para apurar descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

Além disso, a comissão investigou supostas ligações do Banco Master com a concessão irregular de empréstimos consignados a aposentados.

Nas últimas semanas, a CPMI foi acusada de vazar conversas pessoais do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As informações estavam em celulares apreendidos pela Polícia Federal e posteriormente repassados à comissão após autorização do ministro André Mendonça.