POLÍTICA

CPMI do INSS inicia análise de relatório que pede indiciamento de 218 pessoas

Documento, com cerca de 4 mil páginas, é resultado de sete meses de investigação sobre descontos irregulares em benefícios do INSS.

Publicado em 27/03/2026 às 14:00
Sessão da CPMI do INSS analisa relatório que propõe o indiciamento de 218 pessoas. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A CPMI do INSS deu início, nesta sexta-feira (27), à análise de seu relatório final. Após sete meses de trabalho, o documento, elaborado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL), reúne aproximadamente 4 mil páginas e propõe o indiciamento de 218 pessoas.

No início da sessão, a leitura do relatório foi suspensa por alguns minutos a pedido de parlamentares que ainda não conseguiu acessar o documento no sistema do Senado, devido ao tamanho do arquivo. A suspensão foi obtida pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).

A sessão já foi retomada, e a expectativa é que o texto seja lido integralmente e votado ainda nesta sexta-feira. De acordo com Viana, os trabalhos seguirão "o tempo necessário", podendo estender-se pela madrugada. Caso necessário e mediante acordo entre os parlamentares, uma nova reunião poderá ser convocada para sábado (28).

"Vamos com a leitura até o final. Se houver a possibilidade de votarmos um relatório comum, será muito bom. Caso haja destaques que, embora não estejam previstos, não estão proibidos, vamos discuti-los. Só de debates, estão previstas cerca de cinco horas, mas estamos numa Casa de consensos. Vamos buscar o equilíbrio e o diálogo entre os dois lados, sempre com interesse na investigação", afirmou o presidente da CPMI.

Instalado em agosto para apurar descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a CPMI tem prazo final até 28 de março. A reunião desta sexta-feira foi marcada após o protesto do Supremo Tribunal Federal (STF), por 8 votos a 2, decisão do ministro André Mendonça que determinava a prorrogação dos trabalhos.