Relator da CPMI do INSS pede afastamento de parlamentares que o acusaram de estupro
Alfredo Gaspar solicita suspensão cautelar de quatro congressistas e apresenta queixa-crime por calúnia após acusações durante sessão da comissão.
O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPMI do INSS, solicitou nesta terça-feira, 31, a suspensão cautelar dos mandatos de quatro parlamentares que o acusaram de estupro ou replicaram a denúncia pelas redes sociais.
A medida foi encaminhada à Corregedoria Parlamentar da Câmara contra os deputados Lindbergh Farias (PT-RJ), Rogério Correia (PT-MG) e Erika Kokay (PT-DF). Já a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) será alvo de representação no Senado, protocolada pelo PL.
Gaspar também apresentou queixa-crime por calúnia contra Lindbergh e Soraya à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). O deputado ainda pediu apuração por denunciação caluniosa e coação no curso do processo.
Além disso, Gaspar enviou ofício ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, colocando-se à disposição para esclarecer os fatos relacionados à acusação e realizar exame de DNA, caso seja necessário, para comprovar sua inocência. Ele também solicitou celeridade nas investigações.
"Estou à disposição para quaisquer esclarecimentos, inclusive (teste de) DNA, se assim entenderem cabível. E eu quero celeridade. Quero que essa infâmia desmascare dois criminosos que estão a serviço do PT", declarou o parlamentar.
Na semana passada, Gaspar já havia protocolado representação na Comissão de Ética contra Lindbergh e Soraya, autores da denúncia, por quebra de decoro parlamentar.
O episódio ganhou destaque na última sexta-feira, 27, quando, durante a apresentação do parecer final da CPMI, que pedia o indiciamento de Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Lindbergh Farias acusou Gaspar de estupro em plenário.
Em resposta, Gaspar chamou Lindbergh de "corrupto" e "ladrão", provocando uma confusão generalizada. Mais tarde, Lindbergh e Soraya convocaram coletiva de imprensa para informar que apresentaram notícia-crime contra Gaspar à Polícia Federal.
Segundo os parlamentares, Gaspar teria estuprado, há oito anos, uma adolescente de 13 anos, que engravidou. A suposta vítima teria hoje 21 anos e a criança, 8.
Gaspar nega as acusações e afirma que se trata de uma represália do PT em razão de seu parecer que pede o indiciamento de Lulinha.