ELEIÇÕES 2026

Eduardo Leite parabeniza Caiado, mas evita declarar apoio à pré-candidatura do PSD

Governador gaúcho cumprimenta colega pela indicação à Presidência, mas mantém distância e reforça divergências internas no partido.

Publicado em 31/03/2026 às 21:43
Eduardo Leite Elio Rizzo / Câmara dos Deputados

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), publicou nesta terça-feira, 31, uma mensagem nas redes sociais em que afirma ter conversado com o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), para parabenizá-lo pela escolha do partido como pré-candidato à Presidência da República. Apesar do gesto, Leite não declarou apoio à candidatura do correligionário.

"Conversei há pouco com meu colega Caiado e o cumprimentei pela escolha do PSD", escreveu Leite na rede X. O governador reconheceu diferenças entre ambos, mas ressaltou convergências e destacou ter “muito respeito” pela trajetória pública de Caiado.

Na segunda-feira, 30, Leite havia dito em vídeo que ainda não havia falado com Caiado após o anúncio. Na publicação, o governador classificou a decisão do PSD como algo que "desencanta" e que "tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso país", sem citar o colega pelo nome.

O PSD oficializou a pré-candidatura de Caiado na tarde de segunda-feira, em evento na sede do partido em São Paulo. A escolha foi consolidada após a desistência de Ratinho Júnior (PSD), então favorito à indicação até a semana passada. Caiado deixou o governo de Goiás nesta terça-feira.

Com a definição, tanto Leite quanto Ratinho Júnior ficam fora da disputa presidencial de 2026. A legislação eleitoral exige que governadores renunciem ao cargo até seis meses antes do pleito para concorrer a outro posto. Ambos anunciaram que permanecerão no cargo até o fim do mandato.

Esta é a terceira vez que Eduardo Leite vê uma candidatura à Presidência inviabilizada. Em 2022, perdeu as prévias do PSDB para João Doria. Após migrar para o PSD, novamente não foi escolhido.

Leite havia declarado que só deixaria o governo "para concorrer à Presidência". Com a candidatura descartada, afirmou que irá concentrar esforços na eleição do vice-governador Gabriel Souza (MDB) como seu sucessor no Rio Grande do Sul.