JUSTIÇA

Defesa de Bolsonaro solicita inclusão de cuidador em prisão domiciliar

Pedido ao STF busca autorização para que irmão de criação de Michelle Bolsonaro acompanhe ex-presidente durante cumprimento da medida

Publicado em 02/04/2026 às 18:55
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) © AP Photo / Eraldo Peres

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido ao ministro Alexandre de Moraes para que Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, seja autorizado a atuar como cuidador durante o período de prisão domiciliar.

Os advogados solicitam que o nome de Carlos Eduardo seja incluído na lista de pessoas autorizadas a frequentar a residência do ex-presidente, localizada no Jardim Botânico, em Brasília, dispensando a necessidade de autorização prévia do tribunal para cada visita.

Moraes concedeu a prisão domiciliar por 90 dias ao fim de março, após Bolsonaro ser internado com diagnóstico de broncopneumonia bilateral. A decisão restringiu o convívio na residência a profissionais da equipe médica e aos familiares que moram na casa: a esposa Michelle, a filha Laura Bolsonaro e a enteada Letícia Firmino. Os filhos Flávio, Carlos e Jair Renan têm permissão para visitar o pai às quartas-feiras e aos sábados, em horários estabelecidos.

A defesa argumenta que Michelle, Laura e Letícia possuem compromissos profissionais e escolares, o que impossibilita a permanência integral ao lado do ex-presidente. Segundo o pedido, Carlos Eduardo já desempenhou a função de acompanhante de Bolsonaro em outras ocasiões e conta com a confiança da família para a tarefa.

"Por se tratar de pessoa de confiança da família e que já exerceu a atividade de acompanhante do Peticionário em outros momentos, requer-se seja permitida a presença do Sr. Carlos Eduardo Antunes Torres na residência do casal, sempre que se fizer necessário, especialmente durante as ausências da Sra. Michelle, independente de autorização prévia", diz o documento apresentado ao STF.

Ao estabelecer as restrições de convívio, Moraes justificou a medida pela necessidade de evitar riscos de sepse e controlar infecções, em razão do quadro clínico do ex-presidente.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal que investigou a suposta trama golpista. Ele recebeu alta hospitalar na última sexta-feira e cumpre as regras da prisão domiciliar desde então, incluindo a proibição do uso de celular e do recebimento de visitas fora dos horários previamente autorizados.