INCLUSÃO NO MERCADO DE TRABALHO

Comissão aprova criação de selo para empresas que apoiam mães atípicas

Projeto reconhece e incentiva empresas que adotam práticas inclusivas para mães de crianças com deficiência ou doenças raras.

Publicado em 09/04/2026 às 14:01
Comissão da Câmara aprova selo para empresas que promovem inclusão de mães atípicas no mercado de trabalho. Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 409/26, que institui o Selo Nacional Empresa Amiga das Mães Atípicas. A iniciativa visa reconhecer e incentivar empresas que promovam inclusão no mercado de trabalho e ofereçam apoio a mães atípicas em todo o Brasil.

Conforme o projeto, é considerada mãe atípica a responsável legal por criança ou adolescente com deficiência, transtorno do espectro autista, doença rara ou outra condição que exija acompanhamento terapêutico contínuo.

Critérios para concessão do selo

O selo poderá ser concedido a empresas que comprovem a adoção de pelo menos uma das seguintes práticas:

  • contratação formal de mães atípicas;
  • adoção de jornada flexível ou teletrabalho;
  • apoio estrutural ou financeiro a feiras e eventos de empreendedorismo de mães atípicas;
  • compra regular de produtos ou serviços fornecidos por mães atípicas formalizadas;
  • implementação de programas internos de capacitação e inclusão produtiva.

O selo terá validade anual, podendo ser renovado mediante comprovação da manutenção das práticas adotadas.

Estímulo à inclusão

O relator, deputado Duarte Jr. (Avante-MA), apresentou parecer favorável ao projeto, de autoria do deputado Ribeiro Neto (Solidariedade-MA). Duarte Jr. ressaltou que as responsabilidades de cuidado contínuo e intensivo muitas vezes dificultam a entrada ou permanência dessas mulheres no mercado de trabalho.

“A criação de um selo de reconhecimento público configura instrumento importante de estímulo às boas práticas empresariais, promovendo a adoção de políticas inclusivas, flexibilidade nas relações de trabalho e ações de apoio”, afirmou Duarte Jr.

O relator destacou ainda que a medida reforça o papel do setor privado na promoção da inclusão social e da equidade.

Próximos passos

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto precisa ser aprovado por deputados e senadores e, posteriormente, sancionado pela Presidência da República.