ELEIÇÕES 2026

Kassab afirma: palanque do PSD no Rio será de Eduardo Paes e Ronaldo Caiado

Presidente do PSD indica apoio a Paes para governo do Rio e aposta em Caiado na disputa presidencial

Publicado em 09/04/2026 às 14:22

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou nesta quinta-feira (9) que o partido está se articulando para ter forte presença nas eleições do Rio de Janeiro. Ao declarar que “ Ronaldo Caiado será o próximo presidente do Brasil ”, Kassab também destacou a competitividade de Eduardo Paes para o governo estadual e reforçou a confiança da legenda no prefeito para decidir sobre uma eventual candidatura ao Palácio Guanabara.

Durante a participação no Fórum Brasileiro de Líderes em Energia, realizado no Rio, Kassab incentivou que o avanço das redes sociais mudou o formato das campanhas eleitorais, tornando dispensável o "palanque físico" tradicional. Apesar disso, no Rio de Janeiro, uma estratégia será centrada no “corpo a corpo” com o eleitor.

“No Rio de Janeiro, haverá, sim, uma comissão muito forte, onde estarão lá Eduardo Paes, governador, Ronaldo Caiado, presidente”, declarou Kassab a jornalistas.

A disputa eleitoral fluminense em 2026, segundo o PSD, ocorre em um cenário “peculiar”, tanto pelo peso da capital na definição do voto estadual quanto pela possibilidade de uma solução institucional que leve a um mandato-tampão até dezembro.

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quinta-feira o julgamento das ações que discutem a escolha do novo governador após a renúncia e a cassação do mandato de Cláudio Castro (PL).

Kassab reforçou o apoio do partido a Eduardo Paes, caso ele decidisse concorrer. “Se for concorrente, terá todo o nosso apoio. A decisão é dele, Eduardo Paes”, afirmou. “Paes é um nome muito competitivo, com projeção estadual a partir da capital. O Estado merece uma experiência de governador e sem acusações pessoais de corrupção”, acrescentou.

No cenário nacional, o presidente do PSD disse que havia pressa para definir o candidato capaz de representar os candidatos que não se identificavam nem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nem com Jair Bolsonaro. Agora, segundo Kassab, o processo para escolha do vice será feito "sem pressa". “Caiado começou a campanha há uma semana, com manifestações de apoio pelo país. Eu acredito, sim, que ele possa estar chegando perto dos 15% em breve”, concluiu.