Bolsonaro relata dor no ombro e PGR não se opõe à cirurgia
Procuradoria-Geral da República deixa decisão sobre procedimento cirúrgico a cargo do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou nesta sexta-feira, 24, que não se opõe ao pedido de cirurgia feito pela defesa de Jair Bolsonaro (PL). Em manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral Paulo Gonet destacou que, conforme o último relatório médico apresentado, o ex-presidente apresenta "melhora progressiva do quadro respiratório" e "estabilização das crises de soluço". Entretanto, Bolsonaro segue relatando "dores recorrentes e intermitentes no ombro direito".
Com a manifestação da PGR, caberá ao ministro Alexandre de Moraes decidir se autoriza ou não o procedimento cirúrgico. A defesa de Bolsonaro já informou ao STF que há indicação médica para a realização da cirurgia no ombro direito.
O relatório médico, encaminhado ao Supremo pela defesa do ex-presidente, foi assinado pelo médico Brasil Caiado, responsável pelo tratamento.
Bolsonaro recebeu autorização para prisão domiciliar humanitária por 90 dias, concedida por Moraes, para que pudesse se recuperar após alta hospitalar. No mês passado, ele foi diagnosticado com "broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa" e permaneceu internado em tratamento intensivo por duas semanas.
O documento médico ressalta que "a queixa principal no momento se refere às dores recorrentes e intermitentes no ombro direito, tanto em repouso quanto aos movimentos do membro superior direito". Os médicos avaliam que ele deverá passar por cirurgia para tratar o problema.
"Em momento oportuno a ser definido, o paciente deverá ser submetido a exames complementares de controle pré-operatório", detalhou o médico no relatório.
Desde 30 de março, Bolsonaro está recebendo atendimento médico em sua residência.