Heloísa Helena reage com tom duro após avanço de CPMI do Banco Master e promete pressão pela instalação
Deputada afirma ter reunido assinaturas de diferentes correntes políticas e critica possíveis tentativas de barrar a comissão por meio de acordos
A deputada federal Heloísa Helena utilizou as redes sociais para fazer um pronunciamento contundente sobre o avanço na coleta de assinaturas para a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master. Em publicação recente, a parlamentar relatou os bastidores da articulação e adotou um tom incisivo ao tratar de possíveis manobras políticas para impedir a instalação da comissão.
Segundo Heloísa Helena, o processo de coleta de assinaturas foi marcado por intenso esforço político e contou com o apoio de parlamentares de diferentes espectros ideológicos. Ela destacou a atuação conjunta com a deputada Fernanda Melchiorna, afirmando que o trabalho foi “diário” e enfrentou dificuldades até alcançar o número necessário de apoios.
“Conseguimos assinaturas de esquerda, direita, comunista, liberal”, afirmou a deputada, ressaltando o caráter suprapartidário da mobilização.
Críticas a articulações nos bastidores
No mesmo pronunciamento, Heloísa Helena fez críticas diretas a parlamentares que, segundo ela, poderiam ter assinado o pedido da CPMI com o objetivo de negociar posteriormente sua não instalação. A deputada rejeitou qualquer possibilidade de acordo nesse sentido e afirmou que manterá pressão constante para que a comissão seja efetivamente instaurada.
Em tom firme, declarou que não aceita “acordo vigarista” e que acompanhará diariamente o andamento do processo, cobrando a abertura das investigações.
Acusações e defesa de transparência
A parlamentar também reiterou acusações graves relacionadas ao Banco Master, citando supostas irregularidades envolvendo recursos de aposentados e pensionistas, além de alegações de práticas ilícitas que, segundo ela, precisam ser investigadas de forma aprofundada pelo Congresso Nacional.
Heloísa Helena defendeu que a eventual CPMI funcione com total transparência, sem segredo de justiça ou seletividade na divulgação de informações. Para ela, a sociedade deve acompanhar integralmente os trabalhos da comissão.
“O povo tem direito de acompanhar uma CPMI sem segredo de justiça, sem vazamento seletivo”, afirmou.
Próximos passos
Com o número de assinaturas alcançado, o próximo passo é a leitura do requerimento e a formal instalação da CPMI pelo Congresso Nacional. A efetivação depende de decisão da Mesa Diretora e da articulação política entre lideranças partidárias.
O tema já começa a mobilizar diferentes grupos no Parlamento e tende a ganhar protagonismo no cenário político nacional, especialmente diante do discurso de enfrentamento adotado por parte dos parlamentares envolvidos na iniciativa.
A instalação — ou não — da CPMI deverá ser um novo teste de força entre governo, oposição e blocos independentes no Congresso.