CRISE NA BASE ALIADA

“Ruptura Histórica”: Ronaldo Medeiros sobe o tom contra aliança entre Lessa e JHC em Alagoas

Presidente do PT estadual classifica movimento do vice-governador como abandono de valores progressistas e aponta inconsistência ideológica em novas articulações

Por Redação Publicado em 02/05/2026 às 15:04
Deputado Ronaldo Medeiros Arquivo

O tabuleiro político de Alagoas sofreu um abalo sísmico nesta semana. O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado, Ronaldo Medeiros, disparou críticas severas à recente aproximação entre o vice-governador Ronaldo Lessa e o atual prefeito de Maceió, JHC. Para o dirigente petista, o movimento não é apenas uma estratégia eleitoral, mas uma "ruptura definitiva" com a biografia política que Lessa construiu durante décadas.

A reconfiguração das alianças locais pegou o campo progressista de surpresa e gerou uma onda de indignação entre as lideranças de esquerda. Segundo Medeiros, a decisão de Lessa de caminhar ao lado de JHC representa um distanciamento perigoso das diretrizes ideológicas que fundamentaram sua trajetória pública.

Abandono de Identidade

Em declaração contundente, Medeiros afirmou que o vice-governador parece ter deixado de lado os valores e as posições que consolidaram sua imagem junto ao eleitorado alagoano.

"Não se trata apenas de mudar de legenda, mas de transitar entre campos ideológicos que são opostos", destacou o líder petista.

O dirigente apontou o que chama de "inconstância" nas movimentações recentes de Lessa. Para o PT, a volatilidade dos posicionamentos do vice-governador compromete a coerência necessária para manter a coesão do grupo político que sustenta a atual gestão estadual.

Tensões Pré-Eleitorais

A ofensiva de Medeiros expõe a fragilidade da base aliada e eleva a temperatura do debate político em Alagoas. O cenário, que já se desenha complexo para os próximos pleitos, agora é marcado por um embate direto sobre identidade e fidelidade partidária.

Enquanto o grupo de JHC ganha um reforço de peso, a esquerda alagoana sinaliza que não aceitará passivamente o que considera uma "traição aos princípios progressistas". O embate reforça a tese de que o dinamismo pré-eleitoral no estado será definido mais por choques de convicção do que por conveniências administrativas.