POLÍTICA FISCAL

CAE analisa dedução integral de gastos com educação de pessoas com deficiência

Projeto amplia benefício fiscal para todas as instituições de ensino e abrange diferentes tipos de deficiência

Publicado em 04/05/2026 às 16:49
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Os gastos com educação de pessoas com deficiência poderão ser deduzidos integralmente do Imposto de Renda, independentemente da instituição de ensino frequentada. O Projeto de Lei 1.726/2019, que propõe o benefício, está na pauta da próxima reunião da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), marcada para terça-feira (5), às 10h.

De autoria do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), o texto original prevê que as despesas com educação de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) sejam consideradas, para fins de Imposto de Renda, como despesas médicas. Isso permite a dedução integral do imposto devido, diferentemente das despesas educacionais, que possuem limite para dedução.

Atualmente, a regra já se aplica a pessoas com deficiência matriculadas em instituições especializadas. Com a aprovação do projeto, o benefício seria estendido para estudantes com deficiência em qualquer tipo de instituição de ensino.

O relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM), apresentou um substitutivo para ampliar o alcance do projeto, contemplando todas as pessoas com deficiência. Segundo ele, a proposta segue decisões judiciais que já reconhecem esses gastos como despesas de saúde.

Se aprovado na CAE, o texto poderá seguir diretamente para a Câmara dos Deputados, caso não haja requerimento para votação em Plenário.

Banco Central

Também estava prevista para terça-feira uma audiência com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo. No entanto, a audiência foi adiada e ainda não há nova data definida. Entre os temas previstos estavam questões de política monetária e explicações sobre a atuação do BC no caso do Banco Master.