POLÍTICA INTERNACIONAL

Lula classifica como injustificável a detenção de ativista brasileiro em Israel

Presidente cobra libertação de Thiago Ávila, preso em flotilha humanitária rumo à Faixa de Gaza

Publicado em 05/05/2026 às 15:31
Lula critica detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila por Israel e cobra libertação imediata.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta terça-feira (5) que considera injustificável a detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila em Israel.

No dia 30 de abril, Ávila foi preso a bordo da Flotilha Global Sumud, que seguia para a Faixa de Gaza e foi interceptada pelas forças israelenses em águas internacionais próximas à Grécia.

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Além de Ávila, o ativista espanhol Saif Abu Keshek também foi detido e levado para Israel, enquanto mais de 100 outros ativistas pró-palestinos, a bordo de cerca de 20 barcos, foram encaminhados para a ilha grega de Creta.

“Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha Global Sumud, é uma ação injustificável do governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos. A detenção dos ativistas da flotilha em águas internacionais já havia representado uma séria afronta ao direito internacional”, escreveu Lula em publicação nas redes sociais.

“Por isso, nosso governo, juntamente com o da Espanha, que também teve um cidadão detido, exige que eles recebam plena garantia de segurança e sejam imediatamente soltos”, acrescentou o presidente.

A prisão preventiva de Ávila e de Abu Keshek foi prorrogada até esta terça-feira.

Os ativistas faziam parte da segunda flotilha da Global Sumud, lançada na tentativa de romper o bloqueio israelense a Gaza, levando assistência humanitária. Os navios partiram de Barcelona em 12 de abril.

As autoridades israelenses justificaram as prisões sob suspeita de crimes como assistência ao inimigo em tempo de guerra, contato com agente estrangeiro, associação e prestação de serviços a organização terrorista, além de transferência de propriedade para organização terrorista.

Em outubro do ano passado, militares israelenses já haviam interceptado uma flotilha da mesma organização, prendendo mais de 450 participantes, entre eles a ativista sueca Greta Thunberg.