POLÍTICA

Girão cobra CPI do Master e questiona mudança de posição de governistas

Senador Eduardo Girão pressiona pela instalação de comissão para investigar Banco Master e critica postura de aliados do governo.

Publicado em 05/05/2026 às 16:50
General Girão Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (5), o senador Eduardo Girão (Novo-CE) cobrou a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master. O parlamentar também questionou a mudança de postura de parlamentares governistas, que, segundo ele, passaram a apoiar a investigação após inicialmente resistirem à proposta.

— Existem duas avaliações possíveis dessa mudança da água para o vinho. A positiva é a perspectiva de finalmente cederem à pressão da sociedade e mudarem de postura, na linha do “antes tarde do que nunca”. A negativa é, talvez, a mais provável, porque ocorre num momento conjuntural de profunda crise política do governo Lula — afirmou.

O senador associou a nova postura a um contexto político recente, marcado, na semana passada, pela rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), e pela derrubada do veto presidencial ao Projeto de Lei da Dosimetria. Segundo Girão, esses episódios aconteceram em meio a denúncias envolvendo autoridades dos três poderes e personalidades ligadas ao sistema financeiro.

Girão defendeu que a investigação parlamentar seja conduzida de forma independente e abrangente, apurando eventuais vínculos de agentes públicos. Ele destacou que há três caminhos para a abertura da comissão de inquérito: por meio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre; ou por determinação de um dos dois ministros do STF, Kassio Nunes Marques e André Mendonça, responsáveis por analisar os pedidos de abertura.

— Nós temos esses três caminhos: Davi Alcolumbre, de ofício, e dois ministros do Supremo — indicados, inclusive, olha só que interessante, pelo governo Bolsonaro —, para que essa verdade venha à tona, e o brasileiro tenha o direito de saber toda a verdade dessa questão, dessa roubalheira, da maior fraude do sistema financeiro do Brasil — concluiu.