Após encontro entre Lula e Trump, Durigan destaca avanços em acordos com os EUA
Ministro da Fazenda ressalta novas parcerias para combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro, além de operações conjuntas previstas ainda para este ano.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira, 7, que o Brasil espera avançar em novos acordos de cooperação com os Estados Unidos para reforçar as operações de combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro. As declarações foram feitas em Washington, após a visita de uma delegação liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao presidente norte-americano, Donald Trump.
“Tanto na parte aduaneira, quanto na parte de lavagem de dinheiro, estamos muito próximos a avançar, com novas assinaturas”, destacou Durigan.
Segundo o ministro, neste ano o Ministério da Fazenda já firmou um acordo de cooperação para troca de informações entre as aduanas brasileira e americana sobre contêineres. Essa iniciativa permitiu a apreensão de mais de meia tonelada de armas irregulares e mais de uma tonelada de drogas sintéticas que saíram dos EUA em direção ao Brasil. Agora, a expectativa é ampliar para operações conjuntas, algumas já previstas para ocorrer ainda em 2024.
Durigan também enfatizou a importância da colaboração bilateral no combate a fraudes transnacionais, citando a operação Carbono Oculto, que identificou recursos de brasileiros no Estado americano de Delaware. “O que estamos fazendo, para além desse compartilhamento de informação, é acelerar os mecanismos para que esses recursos de brasileiros que sonegam, que fazem lavagem de dinheiro, sejam rapidamente devolvidos ao País”, explicou.
Na reunião com as autoridades americanas, Durigan apontou que o Brasil registrou um déficit comercial entre US$ 20 bilhões (segundo dados brasileiros) e US$ 30 bilhões (de acordo com a apuração americana) com os EUA no ano passado. O governo americano costuma utilizar esse déficit como justificativa para a imposição de tarifas.
O ministro ainda relatou ter informado, durante a reunião, que a economia brasileira se encontra robusta, com inflação controlada e crescimento econômico consistente. Representando os EUA no encontro, além de Trump, estiveram presentes o vice-presidente JD Vance e o secretário do Tesouro, Scott Bessent.