ELEIÇÕES 2026

Flávio Bolsonaro lança Carlos ao Senado por Santa Catarina e mira governo federal

Ex-vereador do Rio transfere domicílio eleitoral e integra chapa do PL ao Senado; Flávio sugere planos para dois mandatos presidenciais.

Publicado em 09/05/2026 às 20:16
Flávio Bolsonaro Reprodução / Instagram

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), participou neste sábado (9) do lançamento das pré-candidaturas de seu grupo político em Santa Catarina. O evento confirmou que o PL irá disputar as duas vagas ao Senado no Estado com a deputada federal Carol de Toni e o ex-vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, que transferiu seu domicílio eleitoral para Santa Catarina.

A formação da chapa "puro sangue" do PL ao Senado encerra uma disputa interna que havia provocado desentendimentos entre lideranças da direita catarinense. Antes da mudança de Carlos, os nomes cotados eram De Toni e o senador Esperidião Amin (PP-SC), que tentará a reeleição.

Com a definição, Amin foi removido do governador Jorginho Mello (PL) e foi nomeado por João Rodrigues (PSD), prefeito de Chapecó e pré-candidato ao governo estadual.

"Quero lembrar que esta eleição terá dois turnos. E não vi ninguém, até hoje, dizer que não acredita que o João Rodrigues, chegando ao segundo turno, não ganhou a eleição", afirmou o Esperidião Amin em ato político na sexta-feira (8).

No evento com Flávio, Carlos Bolsonaro e Carol de Toni trocaram elogios e demonstrações de união em busca das duas vagas ao Senado por Santa Catarina nas eleições de outubro.

“Obrigado por toda atenção e simpatia que você tem por mim. Você é fundamental para que tudo isso aqui esteja acontecendo”, declarou Carlos Bolsonaro. “Se Deus quiser, estaremos juntos nesse desafio de fazer o que tem que ser feito no Senado”, afirmou Carol de Toni.

A mudança de domicílio eleitoral de Carlos Bolsonaro faz parte de uma estratégia da família para facilitar sua eleição ao Senado e ampliar a presença da direita na Casa. No Rio de Janeiro, a disputa é mais acirrada, com o ex-governador Cláudio Castro (PL) também na corrida.

Durante o discurso, Flávio Bolsonaro criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que o Partido dos Trabalhadores ficará na “insignificância” a partir do próximo ano.

O senador também informou o pai, Jair Bolsonaro, dizendo que a "missão" do ex-presidente ainda não acabou e projetou: "subirá a rampa do Planalto" em 2027.

Flávio sugere governo de oito anos e se contradiz sobre reeleição

Em discurso aos apoiadores na sexta-feira (8), Flávio Bolsonaro sugeriu que, caso eleito, pode tentar um governo de oito anos, com dois mandatos consecutivos.

Ao comentar como pretende deixar o país ao final de seu governo, afirmou que isso poderia ocorrer "daqui a quatro, daqui a cinco, daqui a oito anos".

O tom do senador contrastou com as declarações anteriores, quando afirmou que pretendia exercer apenas um mandato presidencial, se eleito.

Em março, Flávio protocolou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) proibindo a reeleição para presidente da República. O texto anterior que a regra passaria a valer já para o vencedor das eleições de 2026.

O senador passou a defender o fim da reeleição para buscar apoio do centro à sua candidatura. Seu pai, Jair Bolsonaro, introduziu discurso semelhante em 2018, mas acabou concorrendo à reeleição quatro anos depois, sendo derrotado por Lula.