ECONOMIA E INVESTIGAÇÃO

CAE confirma audiência com Galípolo na próxima terça-feira

Presidente do Banco Central será ouvido sobre investigações do Banco Master e situação do BRB

Publicado em 12/05/2026 às 13:23
Presidente da CAE, o senador Renan Calheiros (E) confirmou a reunião Agência Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) confirmou para a próxima terça-feira (19) a realização de audiência pública com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. O presidente do colegiado, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que o encontro irá tratar das investigações relacionadas ao Banco Master e da atuação da autoridade monetária diante do Banco de Brasília (BRB), envolvida nos escândalos do Master.

Renan Calheiros manifestou preocupação com a saúde financeira do BRB e questionou se o Banco Central não estaria sendo lento ao avaliar a decretação da liquidação da instituição financeira.

"A volta [de Galípolo] é fundamental para que possamos atualizar não só os fatos da investigação com relação à fraude do Banco Master, mas também para cobrar disposições do Banco Central com relação ao BRB. Pelo visto, o Banco Central está cometendo com relação ao BRB os mesmos erros que cometeram com relação à liquidação do Banco Master. A liquidação do Master demorou muito, e hoje se sabe que três diretorias do Banco Central já foram afastadas por envolvimento com o Banco Master", afirmou o senador.

As senadoras pelo Distrito Federal Leila Barros (PDT) e Damares Alves (Republicanos) também discutiram preocupação com o envolvimento do BRB no escândalo do Master. Eles criticaram a falta de informações e de acesso a auditorias relacionadas à instituição, defendendo que o tema seja abordado diretamente com o presidente do Banco Central.

"Na quinta-feira [14], a governadora [do Distrito Federal] Celina Leão estará com o secretário de Economia do DF [Valdivino de Oliveira] e o [presidente do BC] Gabriel Galípolo. Vai ser um ótimo momento, na próxima semana, para questionarmos o presidente [do BC] sobre a teoria da reunião e quais foram os encaminhamentos, porque a situação está bem morosa. (...) Fora todos os programas que temos ali, que é o próprio banco que executa, e financiamentos, enfim, está tudo travado, todos os pagamentos interrompidos, o banco está praticamente inativo”, declarou Leila Barros.