Edinho Silva diz que pesquisa revela percepção do eleitor sobre ligação entre Master e bolsonarismo
Presidente do PT avalia que queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro reflete impacto do escândalo do Banco Master e das revelações de conversas com banqueiro.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (19) que a recente pesquisa do instituto Atlas/Bloomberg, que aponta queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), indica que a opinião pública percebeu a relação entre o bolsonarismo e o escândalo envolvendo o Banco Master.
“Quando esse fato vem a público, evidente que coloca o debate no lugar correto. Quem está defendendo a apuração da corrupção no Brasil e quem flerta com os agentes envolvidos nas denúncias? A pesquisa fotografa o impacto na sociedade de um fato relevante”, declarou Edinho em entrevista ao Warren Investimentos.
Segundo o presidente do PT, o levantamento divulgado nesta quinta-feira reflete o efeito das revelações sobre as conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, que foram vazadas na semana passada pelo portal The Intercept Brasil. Edinho ressaltou que os diálogos evidenciam a proximidade entre ambos e afirmou que as fraudes bilionárias seriam uma “cria” do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Temos denúncias graves de corrupção, um governo que combate a corrupção e, infelizmente, uma parte significativa da política brasileira envolvida nesses fatos”, destacou o dirigente petista.
De acordo com a pesquisa, as intenções de voto em Flávio Bolsonaro caíram mais de cinco pontos percentuais no primeiro turno e seis pontos em um eventual segundo turno.
Em abril, o cenário de segundo turno apontava empate técnico, com Flávio registrando 47,8% e o candidato petista, 47,5%. Agora, o presidente da República aparece com 48,9%, enquanto o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro soma 41,8%.
A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 18 de maio, período em que as entrevistas começaram no mesmo dia do vazamento das conversas. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. Foram ouvidos 5.032 brasileiros com 16 anos ou mais, por meio de questionários online, utilizando metodologia de recrutamento digital aleatório. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-06939/2026.