Edinho Silva afirma que Lula 4 discutirá reformas de renda, política e manterá equilíbrio fiscal
Presidente do PT destaca prioridades para eventual novo mandato de Lula, incluindo reformas estruturais e responsabilidade fiscal.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (19), durante uma live promovida pela Warren Investimentos, que um eventual quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terá como foco principal a discussão das reformas de renda e política eleitoral no Brasil.
Sobre a reforma da renda, Edinho defendeu a aprovação da redução da jornada de trabalho, tema atualmente em debate no Congresso Nacional. Em relação à reforma política, o dirigente destacou a necessidade de fortalecer os partidos para recuperar o valor da democracia. Segundo ele, mudanças são fundamentais para combater o fisiologismo no Legislativo e garantir o bom funcionamento do presidencialismo.
"O modelo político e eleitoral do Brasil ruiu. Ele não responde mais às necessidades de um país como o Brasil, nem às necessidades de medidas que tornem o país mais competitivo e efetivo", afirmou Edinho.
O presidente do PT também defendeu uma reforma no Judiciário, mas ressaltou que não será conduzida sob uma perspectiva autoritária. "Não podemos ter um Judiciário e um Ministério Público tão distantes da sociedade brasileira como temos atualmente, caracterizando privilégios materializados nos famosos penduricalhos", declarou.
Edinho enfatizou ainda que o presidente Lula manterá como prioridade o equilíbrio fiscal. Ele criticou análises que atribuem dificuldades econômicas a um déficit inferior a 1% do PIB. "Olhar o cenário internacional e dizer isso não tem lastro na realidade", afirmou.
"O governo Lula vai continuar buscando equilíbrio fiscal e o equilíbrio entre receitas e despesas. Ele acredita nisso; acredita que não se pode gastar mais do que se arrecada. É uma concepção de vida dele", completou Edinho.
O dirigente também afirmou que pretende dialogar com setores distantes do partido e da esquerda para construir o plano de governo do possível quarto mandato de Lula, que servirá de base para a campanha eleitoral.
Ao comentar o terceiro mandato, Edinho ressaltou que o principal legado de Lula, a ser levado para a campanha, é o de "reorganização da casa", em referência ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Edinho também criticou a atual taxa de juros, embora tenha elogiado o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo. Segundo ele, o BC perdeu a oportunidade de iniciar a redução da Selic antes do agravamento da guerra no Oriente Médio.
Por fim, Edinho criticou as renúncias fiscais, afirmando que valores acima de R$ 500 bilhões anuais não podem ser normalizados e deverão ser debatidos em um eventual novo governo Lula.