CAE aprova indicados à Comissão de Valores Mobiliários
Otto Lobo é aprovado para presidir a CVM e Igor Muniz assume diretoria; nomes seguem para o Plenário em regime de urgência.
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou nesta quarta-feira (20) o agendamento de Otto Eduardo Fonseca de Albuquerque Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e de Igor Muniz para a diretoria da autarquia. Ambos receberam 19 votos detalhados na comissão e agora seguem, em regime de urgência, para análise do Plenário.
O relator da indicação (MSF 1/2026) de Otto Lobo, o senador Eduardo Braga (MDB-AM), ressaltou o papel estratégico da CVM para o mercado de capitais e para a economia do país. A autarquia é responsável pela regulação, fiscalização e funcionamento do mercado de valores mobiliários.
— A CVM é de grande importância para o mercado de capitais brasileiro e, consequentemente, para a economia brasileira — afirmou Braga.
Durante a sabatina, Otto Lobo destacou a função institucional da CVM e afirmou que a proteção ao investidor estará entre as prioridades de sua gestão. Ele enfatizou a relevância da autarquia para o desenvolvimento econômico e acrescentou que sua administração será pautada pelo fortalecimento da confiança no mercado.
— Uma das principais razões da existência dessa autarquia é a defesa dos pequenos investidores. Uma das primeiras perguntas que fazemos em cada decisão regulatória é se ela protege ou expõe esse investidor — declarou.
Geração de risco
O relator da indicação (MSF 2/2026) de Igor Muniz, o senador Rogério Carvalho (PT-SE), afirmou que a comissão avaliou os requisitos técnicos e formais necessários para a carga.
— Todo esse trabalho foi feito no sentido de perscrutar, buscar informações, saber se o candidato preenche todos os requisitos formais e, ao mesmo tempo, é de formação e de capacidade técnica para o exercício da função — ponderou.
Em sua apresentação aos senadores, Igor Muniz ressaltou o papel do mercado de capitais na geração de riqueza e no desenvolvimento econômico. Ele defendeu a ampliação do acesso ao mercado para pequenas e médias empresas.
— Cabe ao Estado brasileiro criar estruturas regulatórias adequadas para viabilizar o crescimento de tais empresas — concluiu.