DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO

Lula defende parcerias com transferência de tecnologia em inauguração da Fiocruz

Presidente destaca importância de investimentos e questiona custo de não avançar em inovação para o Brasil

Publicado em 23/05/2026 às 13:04
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (23) que o Brasil precisa repensar o custo de não investir em inovação para alcançar o grupo dos países desenvolvidos. A declaração foi dada durante a inauguração da nova sede do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS) da Fiocruz, no Rio de Janeiro.

"O que a gente ouve muito no governo é o seguinte: é muito caro. Não tem dinheiro. E as pessoas nunca param para se perguntar quanto custa não fazer. E esse é o desafio que nós temos que ter daqui para frente no Brasil, se a gente quiser tirar o Brasil do rol dos países em via de desenvolvimento e colocar o Brasil no rol dos países altamente desenvolvidos", afirmou Lula.

Segundo o presidente, a inauguração do CDTS "dá ao Brasil a certeza de que a gente não é menor do que ninguém". Ele reforçou: "A gente não é menos competitivo do que ninguém, basta ousar e fazer".

Lula também destacou que não tem "preferência" por nenhum país nas relações internacionais e relembrou conversa recente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington. "Nós queremos trabalhar com quem queira trabalhar junto conosco e com quem queira participar da transferência de tecnologia para o nosso País", declarou.

Investimento: qualidade do transporte, qualidade do emprego

O presidente ressaltou que o Brasil não deve temer investimentos, pois eles trazem retorno em áreas como saúde, transporte e emprego. "Investimento tem retorno na qualidade da saúde, do transporte, do emprego", enfatizou Lula.

Ele também comentou sobre a postura tradicional dos responsáveis pelas finanças públicas: "O ministro da Fazenda em qualquer País do mundo, o cara que cuida da finança em qualquer clube, qualquer associação de bairro, está lá para evitar que a gente gaste o dinheiro. Se o cara tiver R$10, R$100 em cima e fala: não tem, não pode gastar", ironizou.

Para Lula, é preciso inquietar o governo com a pergunta "quanto custa não fazer". "Tudo que a gente tiver que colocar dinheiro para comprar um ativo novo para o País, uma coisa que vai acrescentar conhecimento, que vai acrescentar uma ferrovia, uma estrada, a gente não tem que temer fazer investimento", concluiu.