ELEIÇÕES 2026

Renan Santos, do Missão, critica Jair e Flávio Bolsonaro em evento

Pré-candidato à Presidência pelo Missão faz duras críticas a lideranças da direita e destaca crise de liderança no campo conservador durante painel em Guarujá.

Publicado em 23/05/2026 às 13:47
O pré-candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos Reprodução / Instagram

O pré-candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos, fez duras críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a seu filho, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também pré-candidato ao Palácio do Planalto, neste sábado, 23, durante painel do Fórum Esfera 2026, realizado em Guarujá (SP). Renan dividiu o evento com o ex-ministro Aldo Rebelo (DC).

Segundo Renan, "não há nada mais democrático do que o fenômeno do bolsonarismo" no Brasil. Ele argumentou que o movimento emergiu de forma espontânea, com pouca estrutura financeira, como resposta a uma demanda reprimida da sociedade civil, ignorada pelas elites. Apesar disso, ressaltou que o sistema político brasileiro "está longe" de ser plenamente democrático.

"O que há no surgimento da direita é uma crise de liderança. A liderança de direita brasileira, que é o Jair Bolsonaro, era um completo idiota", afirmou Renan. "O projeto do bolsonarismo nunca teve proposta para o Brasil."

Sobre Flávio Bolsonaro, Renan declarou que o senador sempre foi, em suas palavras, um "escroque", e defendeu que o grupo político ligado a ele não deveria chegar à Presidência da República. O pré-candidato também direcionou críticas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusando-o de colocar em risco o futuro do país.

Renan ainda comentou que Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), também pré-candidatos, optaram por seguir "na sombra" de Bolsonaro, classificando essa postura como parte de um jogo político do qual busca se diferenciar.

Em coletiva de imprensa após o painel, Renan reforçou as críticas ao bolsonarismo, afirmando que a direita brasileira foi "leniente e condescendente" não apenas com falhas de Bolsonaro, mas também com crimes atribuídos à sua família. Segundo ele, integrantes do PL e ex-membros de seu próprio movimento tinham conhecimento dos problemas, mas se calavam por interesses políticos.

"O derretimento do Flávio é natural. O bolsonarismo, com o Flávio, só estava se sustentando através da ideia de que ele era a única força capaz de vencer o PT", disse Renan, ao comentar a divulgação do áudio de Flávio Bolsonaro ao empresário Daniel Vorcaro, pedindo dinheiro para o filme "Dark Horse". "O pai dele trazia, pelo menos, um ícone, um símbolo na cabeça das pessoas de que ele era um corajoso que enfrentava o sistema. O Flávio nem isso."

Na mais recente pesquisa Datafolha, divulgada na sexta-feira, 23, Renan Santos registrou 3% das intenções de voto. Ele aparece atrás de Lula e Flávio Bolsonaro, e está tecnicamente empatado com Caiado, Zema, Samara Martins (UP), Augusto Cury (Avante), Aldo Rebelo (DC), Cabo Daciolo (Mobiliza), Rui Costa Pimenta (PCO) e Hertz Dias (PSTU).

Os repórteres viajaram a convite do Esfera Brasil.