POLÍTICA

Messias retorna à AGU após férias e rejeição no Senado

Advogado-Geral da União reassume cargo após ter indicação ao STF barrada; Lula avalia reenviar nome ao Senado.

Publicado em 25/05/2026 às 14:39
Jorge Messias Reprodução / Instagram

O ministro Jorge Messias retomou nesta segunda-feira, 25, suas atividades à frente da Advocacia-Geral da União (AGU). Messias havia tirado 15 dias de férias logo após ter sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitada pelo Senado, no fim do mês passado.

Na agenda desta segunda-feira, o advogado-geral da União tem previsões de uma reunião de orientação de direção, três audiências e despachos internos, todos programados para ocorrer nas dependências da AGU.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já afirmou aos aliados que pretendem reenviar ao Senado uma indicação de Messias para ocupar uma vaga deixada por Luís Roberto Barroso no STF. No entanto, o regimento interno da Casa proíbe que seja votada novamente a indicação de uma autoridade rejeitada no mesmo ano.

Messias aguarda uma definição de Lula, que sinaliza intenção de insistir em seu nome para demonstrar força e reafirmar suas prerrogativas presidenciais.

De acordo com aliados do chefe da AGU, Messias só aceitaria uma nova indicação se houvesse garantia de aprovação, especialmente após a derrota anterior.

Messias foi sabatinado no Senado em 29 de abril e rejeitado por 42 votos a 34. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), foi apontado como principal articulador do resultado.

Na última segunda-feira, 18, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) elogiou Messias para o STF e afirmou que é necessário “aguardar” a decisão de Lula sobre o tema.

"A indicação de ministro do Supremo Tribunal Federal é prerrogativa do presidente da República, então vamos aguardar. O Jorge Messias tem todas as condições, é um jurista experiente e tem espírito público. Ele fez concurso para ser advogado do povo, para a AGU, para prestar serviço público, então ele tem espírito público, preparação e experiência. Vamos aguardar", declarou Alckmin.