PROPAGANDA PARTIDÁRIA

Podemos revela medo de aposentados de Maceió após caso Banco Master

Publicado em 23/06/2026 às 08:30
Podemos revela medo de aposentados de Maceió após caso Banco Master Reprodução

O Podemos em Alagoas voltou a utilizar o caso envolvendo a aplicação de mais de R$ 117 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Maceió (IPREV) no Banco Master como tema de suas inserções partidárias na televisão. Na nova peça, o partido explora a preocupação de aposentados diante das incertezas geradas pelo caso e dos questionamentos levantados sobre a segurança dos recursos previdenciários.

A propaganda foi veiculada nos últimos dias e tem como personagem principal um idoso. Em tom de preocupação, a inserção busca transmitir a apreensão de aposentados e pensionistas em relação ao destino dos recursos acumulados ao longo da vida de trabalho.

Sem citar nomes diretamente, o conteúdo associa o episódio ao debate eleitoral de 2026 e à responsabilidade dos gestores públicos na administração dos recursos da previdência municipal.

“Quando um político tira o dinheiro guardado pelos aposentados e dá para banqueiros corruptos, ele não tira apenas a comida, os remédios e a casa desses aposentados. Ele tira aquilo que eles têm de mais sagrado no final da vida: a dignidade. Um político que rouba os aposentados é capaz de fazer qualquer coisa por dinheiro. Não esqueça disso nestas eleições. Político amigo de banqueiro corrupto é inimigo do povo”, afirma a peça.

A nova inserção amplia a presença do caso Banco Master na propaganda partidária e reforça a estratégia de levar para a televisão um tema que já ocupa espaço relevante no debate político alagoano.

O investimento de mais de R$ 117 milhões realizado pelo IPREV Maceió durante a gestão do ex-prefeito JHC (PSDB) tornou-se alvo de questionamentos de sindicatos de servidores, lideranças políticas e órgãos de controle. O principal ponto levantado por críticos da operação é o fato de os recursos previdenciários terem sido aplicados em Letras Financeiras do Banco Master, modalidade sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

O caso também motivou pedidos de investigação e representações encaminhadas a diferentes órgãos fiscalizadores. Desde que veio a público, o episódio passou a ser utilizado por adversários políticos como um dos principais temas da pré-campanha para as eleições de 2026.