ELEIÇÕES

Garotinho diz ter provas e ameaça colocar dirigentes do DC, presidido por João Caldas, "na cadeia"

Ex-governador do RJ afirma que possui evidências das acusações contra a direção do Democracia Cristã, volta a associar o partido à milícia

Por Redação Publicado em 30/07/2026 às 15:55
Garotinho diz ter provas e ameaça colocar dirigentes do DC, presidido por João Caldas, "na cadeia" Reprodução

O ex-governador do Rio de Janeiro e candidato ao Governo do Estado, Anthony Garotinho, voltou a elevar o tom das críticas contra a direção nacional do Democracia Cristã (DC), partido presidido por João Caldas. Após afirmar que dirigentes da legenda mantêm relações com a milícia, Garotinho declarou agora que possui provas para sustentar as acusações e afirmou que os responsáveis poderão ser presos.

Durante a declaração, o candidato foi enfático ao dizer:

«"Se tiver que botar essa turma do DC na cadeia, eu tenho prova."»

Garotinho também fez um apelo aos candidatos filiados ao partido, afirmando que a maioria deles é formada por pessoas honestas, mas que a atuação de alguns dirigentes estaria comprometendo a imagem da legenda.

«"Eu quero convocar os candidatos decentes. O DC tem uma nominata de pessoas corretas, mas, infelizmente, às vezes três ou quatro laranjas podres no meio de um cesto de laranjas acabam comprometendo a imagem."»

Na sequência, o candidato ressaltou que considera a situação ainda mais grave por envolver um partido que carrega a denominação Democracia Cristã.

«"E logo um partido que tem o nome de DC."»

Garotinho também aproveitou a manifestação para reafirmar o nome de seu companheiro de chapa, informando que seu candidato a vice-governador é o coronel Venâncio Gouvea.

As novas declarações ampliam a repercussão das acusações feitas pelo ex-governador contra a direção do Democracia Cristã. Até o momento, a direção nacional do partido, presidida por João Caldas, não havia se manifestado publicamente sobre as novas afirmações de Garotinho.

As acusações foram feitas pelo candidato no contexto da disputa eleitoral e, até o momento, não há decisão judicial que reconheça as alegações apresentadas por ele.