Pesquisa aponta que maioria dos brasileiros é contra retaliação aos EUA por tarifas
Levantamento revela que 49% da população não apoia o uso da Lei de Reciprocidade em resposta às tarifas americanas.
A maior parte da população brasileira avalia que o governo brasileiro não deve acionar a Lei de Reciprocidade para retaliar os Estados Unidos após a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos do Brasil, segundo pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta sexta-feira, 31.
Ao todo, 49,3% disseram ser contrários ao acionamento da Lei de Reciprocidade, um instrumento que permitiria ao Brasil adotar medidas comerciais equivalentes contra os EUA. Outros 38,5% afirmaram ser desenvolvidos ao uso do dispositivo, enquanto 12,1% dos entrevistados não responderam à pergunta.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg coletou respostas de 5.021 pessoas com 16 anos ou mais, por meio de recrutamento digital aleatório, entre os dias 22 e 27 . A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou menos, com confiança de 95% . O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-08602/2026 .
A tarifa de 25% foi aplicada a partir do último dia 22 , após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos ( USTR , na sigla em inglês) ter indicado práticas comerciais planejadas ilegais pelo Brasil, citando temas como o impacto do Pix sobre empresas de meio de pagamento americanas e o desmatamento.
Segundo o levantamento, 50,6% dos brasileiros consideram que o governo americano é o principal responsável pelas negociações entre EUA e Brasil terem fechado sem um acordo para evitar as tarifas, porque ele tinha motivação política e não tinha interesse real em negociar.
Outros 46,2% citaram o governo Lula como principal responsável, avaliando que a administração do petista preferiu usar o tema da tarifaço de forma eleitoreira e não negociou especificamente com os EUA. Já 3,2% disseram não saber.
Ao mesmo tempo, a maior parte da população, ou 44,2% , avalia que o Brasil não deveria ter cedido a nenhuma das exigências dos EUA nas negociações. Outros 40,6% dizem que o País poderia ter cedido a algumas critérios, mas não a todas, enquanto 9,1% defendem ceder a todas as critérios. Nesse caso, 6,1% não souberam responder.
Sobre as exigências feitas pelo governo americano, sete em cada dez brasileiros ( 71% ) disse ser contra o negócio do Pix , e apenas 15% foram apresentados de maneira eficiente. A maioria também acha que o Brasil não deveria ceder zerando tarifas sobre o etanol americano ( 58% ) ou para empresas dos setores automotivo, químico e aeroespacial dos EUA ( 55% ), nem deixando de lojas digitais americanas ( 51% ).
Para 38,4% , o Pix não está ameaçado pela pressão do governo dos EUA, enquanto 22,1% consideram que o sistema de pagamento está um pouco ameaçado. Outros 19,7% dizem que ele está muito ameaçado, e 16,0% , algo ameaçado.
A maior parte da população, ou 45,6% , acredita que o governo brasileiro vai conseguir negociar e chegar a um acordo com os EUA para reduzir as tarifas, enquanto 39,9% não veem chance de um acordo. Nesse caso, 14,4% dos participantes não souberam responder.