Zema critica inação do Senado sobre crise no STF
Candidato menciona 'acovardamento' do Senado durante sabatina.
Romeu Zema (Novo), nesta quinta-feira, 3, afirmou, em sabatina transmitida pela Veja, que as eleições são como um cardápio e que os eleitores desconhecem o processo de votação. Ele estava respondendo a uma pergunta sobre as baixas intenções de voto na sua campanha.
Em seguida, Zema usou como exemplo a suposta ignorância brasileira em relação ao processo democrático. “Eu, por exemplo, fui em um hotel que estava sendo reformado, e os pedreiros não me reconheceram”, afirmou.
Durante a entrevista, o candidato vestia uma camiseta preta com a inscrição “chega de intocáveis”, numa referência ao escândalo recente envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o banco Master.
Sobre o caso, Zema declarou que o Senado está “acovardado” e que a República não faz as movimentações que deveria para investigar o escândalo.
Em outro segmento da entrevista, o candidato discutiu economia e política internacional. Ao ser questionado se temia uma intervenção norte-americana no Brasil, respondeu: “temos pelo menos 60 milhões de brasileiros vivendo sob tutela de facções do crime organizado, muito mais do que uma intervenção”.
Zema também expressou sua intenção de cooperar com outros países e considera bem-vinda a intenção de Donald Trump de combater o crime organizado nas Américas.
Por fim, relatou que, enquanto governador de Minas Gerais, sempre tratou possíveis parceiros econômicos de forma amigável e que vê a resposta do estado brasileiro às tarifas de Trump como equivocada.
Zema ainda afirmou que o Brasil não tem “nenhuma afinidade” com os países do Brics e que deveria sair do bloco.