Cientista político faz análise nacional e crava Renan Filho eleito no primeiro turno; veja vídeo
Marlos Batista afirma que o ex-governador reúne avaliação positiva, apoio de 89 prefeitos e condições favoráveis para derrotar JHC sem necessidade de segundo turno
O cientista político Marlos Batista publicou nas redes sociais uma análise sobre a disputa pelo Governo de Alagoas e apresentou uma previsão direta: Renan Filho (MDB) deverá ser eleito ainda no primeiro turno.
Marlos não é alagoano e observa a eleição a partir de fora do ambiente político local. Ele produz vídeos sobre conjuntura política e cenários eleitorais de diferentes estados no perfil @marlospb, no Instagram, onde se apresenta como cientista político. A análise sobre Alagoas integra uma série de conteúdos nos quais avalia as disputas pelos governos estaduais. Perfil de Marlos Batista no Instagram.
Diferentemente do cuidado demonstrado ao falar sobre Minas Gerais e Ceará, estados nos quais afirmou ainda não possuir informações suficientes para fazer uma previsão segura, Marlos considerou o cenário alagoano mais definido.
“Alagoas está relativamente fácil a previsão”, declarou.
Na avaliação do cientista político, a candidatura de Renan Filho reúne um conjunto de fatores favoráveis que tornam possível uma vitória já no dia 4 de outubro.
LEntre eles estão a aprovação do governador Paulo Dantas, a avaliação deixada por Renan ao concluir sua gestão e o amplo apoio recebido dos prefeitos alagoanos.
“Renan Filho muito provavelmente será eleito no primeiro turno. Eu acho que dá para cravar”, afirmou.
Avaliação de Paulo Dantas favorece Renan Filho
Um dos primeiros elementos considerados por Marlos foi a avaliação do governador Paulo Dantas, principal aliado de Renan Filho na disputa estadual.
Segundo os números mencionados pelo cientista político, Paulo Dantas teria aproximadamente 57% de aprovação.
Embora a avaliação “ótima ou boa” esteja em torno de 38%, os percentuais de “ruim ou péssimo” permaneceriam baixos, oscilando entre 17% e 20%.
Para Marlos, a rejeição reduzida do atual governo cria um ambiente favorável ao candidato apoiado pelo Palácio República dos Palmares.
O cientista político considera que Paulo Dantas não enfrenta um cenário de desgaste suficientemente forte para prejudicar a candidatura de seu aliado. Ao contrário, a avaliação majoritariamente positiva contribuiria para a continuidade do grupo no comando do Estado.
Os percentuais apresentados por Marlos foram utilizados como referência para sua análise política. No vídeo, entretanto, ele não informou o instituto, a data ou o registro eleitoral do levantamento ao qual se referia.
Avaliação deixada por Renan também pesa
Outro fator destacado foi o desempenho de Renan Filho quando esteve à frente do Governo de Alagoas.
Marlos lembrou que o candidato governou o Estado até 2022 e deixou o cargo com índices elevados de aprovação. De acordo com a análise, Renan teria encerrado seu mandato com aprovação situada entre 70% e 80%.
A avaliação positiva deixada pela administração anterior seria uma vantagem importante na disputa atual, porque Renan Filho não precisa se apresentar ao eleitorado como um nome desconhecido ou construir do zero a imagem de administrador estadual.
“Ele saiu como um bom governador avaliado”, resumiu o cientista político.
Na visão de Marlos, Renan chega à disputa reunindo a memória positiva de sua passagem pelo governo e o apoio de uma administração estadual que mantém aprovação superior à rejeição.
Apoio de 89 prefeitos é tratado como sinal de viabilidade
Marlos também comparou o número de prefeitos que apoiam os dois principais candidatos ao Governo de Alagoas.
Segundo ele, Renan Filho conta com o apoio de 89 prefeitos, enquanto JHC teria o respaldo de apenas 12 gestores municipais.
O cientista político fez questão de esclarecer que possuir mais prefeitos não significa automaticamente vencer uma eleição estadual.
Para ele, o apoio dos gestores municipais deve ser interpretado como um sintoma da viabilidade eleitoral de uma candidatura.
“Não é quem tem mais prefeito que ganha eleição para governador. Apoio de prefeito é mais um sintoma, é mais um efeito colateral quando você tem uma candidatura que é viável”, explicou.
Na avaliação apresentada no vídeo, prefeitos geralmente procuram apoiar candidaturas com maior possibilidade de vitória, maior capacidade de articulação e melhores condições de manter parcerias administrativas com os municípios.
Por isso, a presença de 89 prefeitos na campanha de Renan Filho seria um indício da força e da capilaridade de sua candidatura, e não uma garantia isolada de vitória.
“Isso retrata mais o que a gente está vendo e é um indício forte de quem pode ser eleito governador. Não porque a prefeitura ganha eleição”, reforçou.
Poucos candidatos viáveis favorecem decisão no primeiro turno
Marlos Batista também chamou a atenção para a concentração da disputa em apenas duas candidaturas consideradas competitivas.
Embora outros nomes possam aparecer formalmente na eleição, o cientista político avalia que a disputa efetiva está polarizada entre Renan Filho e JHC. Esse cenário, segundo ele, aumenta a possibilidade de que o resultado seja definido no primeiro turno.
“Praticamente dois candidatos em uma eleição relativamente apertada, e vai terminar no primeiro turno porque só tem dois candidatos”, declarou.
Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa alcançar mais da metade dos votos válidos, excluídos os votos brancos e nulos. Quando a maior parte do eleitorado se concentra em dois concorrentes, aumenta a possibilidade de um deles ultrapassar essa marca.
Marlos considerou incomum a quantidade de eleições estaduais de 2026 nas quais apenas dois candidatos aparecem com viabilidade eleitoral efetiva.
“Muitas eleições para governo com apenas dois candidatos viáveis”, observou.
Análise externa repercute no cenário alagoano
O fato de a avaliação partir de um cientista político que não é de Alagoas confere uma característica particular ao vídeo. Marlos não participa diretamente da disputa estadual nem pertence ao ambiente político alagoano. Sua leitura é apresentada como uma observação externa, baseada nos índices de aprovação, no histórico administrativo e na estrutura política reunida pelos candidatos.
Sua previsão coincide com o cenário mostrado por levantamentos recentes, nos quais Renan Filho aparece numericamente à frente de JHC, embora a disputa permaneça dentro das margens de erro em algumas pesquisas.
Na análise divulgada, Marlos foi mais categórico. Para ele, a combinação entre a avaliação deixada por Renan Filho, o apoio do atual governador, a baixa rejeição do governo estadual e a adesão da ampla maioria dos prefeitos aponta para uma vitória do candidato do MDB.
“Tem tudo favorável a Renan Filho: muitos prefeitos apoiando, ele saiu como um governador bem avaliado e tem o apoio do atual governador, que está relativamente bem avaliado”, sintetizou.
Previsão não substitui pesquisa eleitoral
A manifestação de Marlos Batista deve ser compreendida como uma análise de conjuntura política, e não como a divulgação de uma pesquisa eleitoral.
O próprio cientista político ressaltou essa diferença ao explicar por que ainda não apresentou previsões sobre Ceará e Minas Gerais. Segundo ele, algumas informações disponíveis sobre esses estados são desencontradas, enquanto levantamentos de institutos nos quais confia ainda não foram divulgados ou estão desatualizados.
Ao falar de sua própria pesquisa sobre Minas Gerais, Marlos afirmou que o levantamento já tem algum tempo e não foi registrado, razão pela qual não divulgaria resultados.
No caso de Alagoas, sua conclusão foi construída a partir de indicadores políticos, administrativos e eleitorais. A previsão, portanto, representa a interpretação do cientista político sobre o cenário atual.
Ainda assim, Marlos não deixou dúvidas sobre sua aposta: Renan Filho é, em sua avaliação, o favorito para vencer a eleição e retornar ao Governo de Alagoas já no primeiro turno.