PF vê “aparência documental de competitividade” nas cotações usadas pelo Iprev antes de investir no Master
Investigadores afirmam que instituições com perfis diferentes foram colocadas lado a lado e questionam ausência de comparação técnica independente
Outro capítulo da investigação está nas cotações utilizadas para sustentar a escolha do Banco Master.
Segundo a Polícia Federal, os documentos apresentados reuniam instituições financeiras com perfis de risco distintos.
A avaliação dos investigadores é de que isso poderia produzir uma “aparência documental de competitividade”, sem que existisse uma comparação efetivamente equivalente entre as alternativas oferecidas ao Iprev.
A PF também aponta ausência de estudo comparativo independente suficiente, de avaliação aprofundada de liquidez e de análise concreta da cláusula de subordinação.
Outro elemento chamou a atenção dos investigadores: material promocional do próprio emissor teria sido utilizado na formação da justificativa sobre a segurança e a solidez da instituição escolhida.
As cotações deixaram, portanto, de ser simples documentos administrativos e passaram a fazer parte da investigação sobre como o Master foi escolhido.