PF mira o “gatekeeper” técnico do Iprev para saber quem validou os R$ 97 milhões antes de chegarem à presidência
Ex-coordenador-geral de investimentos Gustavo Antônio Rodrigues de Souza integrou núcleo responsável pela instrução técnica das operações
Uma operação de R$ 97 milhões não nasce apenas na assinatura final de uma transferência.
Antes dela, existem análises, instruções, pareceres, verificações de risco e procedimentos de credenciamento.
É nesse ponto que aparece Gustavo Antônio Rodrigues de Souza, então coordenador-geral de Investimentos do Iprev.
A PF o colocou entre os investigados e o identifica como integrante do núcleo técnico encarregado de instruir os processos e validar análises antes do encaminhamento à presidência do instituto.
A investigação procura esclarecer se essa função técnica foi efetivamente exercida e quais análises antecederam a decisão de colocar os recursos no Master.
A pergunta é particularmente importante porque os investigadores afirmam ter encontrado ausência de avaliações independentes consideradas suficientes sobre risco de crédito, liquidez, subordinação e alternativas de investimento.
Com isso, a responsabilidade administrativa deixa de ser examinada apenas pelo ato final e passa a abranger toda a cadeia que preparou a decisão.