Propaganda irregular em vias públicas lidera denúncias eleitorais em Alagoas
Plataforma Pardal registra mais de 200 queixas no estado; Maceió concentra quase metade das ocorrências e disputas para a Assembleia Legislativa lideram notificações
A ocupação indevida de ruas e avenidas por campanhas políticas tornou-se o principal motivo de queixas de eleitores alagoanos no pleito deste ano. Levantamento do Painel de Estatísticas de Denúncias Eleitorais do aplicativo Pardal, da Justiça Eleitoral, aponta que a propaganda irregular em vias públicas acumula 52 registros no estado até a manhã deste sábado (26). O volume representa a maior fatia entre as 229 ocorrências contabilizadas no território alagoano.
A perturbação sonora e a veiculação em propriedades privadas também figuram entre os problemas mais citados pela população. As denúncias envolvendo carros de som, minitrios e trios elétricos empatam com o uso indevido de bens particulares, somando 29 registros cada.
A lista de irregularidades relatadas inclui ainda o uso proibido de outdoors e painéis eletrônicos (22 casos), a panfletagem de material gráfico impresso (19), a veiculação em edifícios e bens públicos (19) e irregularidades no ambiente virtual e redes sociais (17).
Capital lidera mapa das queixas
A distribuição geográfica revela forte concentração na capital alagoana. Maceió reúne 100 das 229 notificações registradas no estado — o equivalente a cerca de 44% do total. Arapiraca surge em segundo lugar na estatística, com 43 ocorrências. O ranking das cidades com mais relatos conta ainda com União dos Palmares (9), Santana do Ipanema (8) e Porto Real do Colégio (6).
No recorte por cargo político, os candidatos à Assembleia Legislativa estão no centro da maioria das queixas: a disputa por vaga de deputado estadual lidera a lista, com 61 menções. Em seguida aparecem as candidaturas para deputado federal (58) e para o Governo do Estado (47).
Tramitação na Justiça Eleitoral
Em relação ao andamento das notificações, a Justiça Eleitoral já concluiu o processamento inicial da maioria dos casos. Das 229 ocorrências reportadas pela população, 163 já foram baixadas do sistema, 37 seguem sob apuração e 28 avançaram para a abertura formal de processos judiciais.
O aplicativo Pardal funciona como um canal de fiscalização participativa. Contudo, a Justiça Eleitoral ressalta que o recebimento de uma queixa não confirma automaticamente o ato ilícito; todos os dados enviados passam por checagem e triagem das autoridades competentes antes da aplicação de eventuais penalidades.