POLÍTICA

Flávio Bolsonaro comparece a culto evangélico após retorno dos EUA

Senador enfrenta investigações enquanto se pronuncia sobre sua saída do país após as eleições presidenciais.

Por Redação O Estado de S. Paulo Publicado em 02/11/2026 às 13:26
Flávio Bolsonaro © AP Photo / Eraldo Peres

O senador e candidato derrotado do PL às eleições presidenciais do Brasil, Flávio Bolsonaro, compareceu no domingo, 1º de novembro, a um culto evangélico brasileiro no Celeiro Flórida Casa de Oração (Celeiro House of Prayer, em inglês), marcando sua primeira aparição pública após a fuga para os Estados Unidos. Ele foi visto no local ao lado da mulher, Fernanda, do irmão, Eduardo Bolsonaro, e da cunhada, Heloísa.

Flávio também esteve acompanhado dos pastores Alice Fernandes e José Maurício Fernandes, conforme divulgação nas redes sociais.

O senador deixou o Brasil após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar que ele entregasse os passaportes à Polícia Federal, poucos dias após sua derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições.

No mesmo domingo, em publicação nas redes sociais, Flávio afirmou que não se arrepende de nada do que fez. Em seu texto, ele comentou sobre a intimação para a entrega do passaporte, que ocorreu após uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Não sai do Brasil, sai pelo Brasil! Sonhei com a mudança do nosso país para melhor e, no domingo, apenas sete minutos após o anúncio do resultado das eleições, já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra mim, com base em mentiras”, reclamou o candidato derrotado.

Encontrando-se fora do país após perder as eleições presidenciais, Flávio enfrenta novas complicações jurídicas que podem impactar seu futuro político. Atualmente, ele é alvo de investigações criminais no STF e de ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), estando sujeito a desdobramentos que podem resultar em uma eventual condenação penal ou na sua inelegibilidade.

A situação se torna ainda mais complexa com a proximidade do fim de seu mandato, previsto para janeiro de 2027, momento em que ele não terá cargo eletivo pela primeira vez em 24 anos e perderá as prerrogativas parlamentares.

Uma das investigações já resultou na imposição de medidas cautelares contra o senador. No dia 26 de outubro, um dia após sua derrota nas urnas, Flávio foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, que também proibiu sua saída do país e o impediu de manter contato com o advogado Willer Tomaz.

Flávio negou irregularidades e classificou a medida como uma tentativa de intimidação. Na terça-feira, 27, a PF cancelou seus passaportes após o parlamentar já ter viajado para os Estados Unidos.

Outra investigação em curso no STF examina suspeitas de irregularidades no financiamento do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente sob prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado.

Os recursos destinados à produção do filme foram negociados pelo senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.