POLÍTICA

Ministério do Trabalho registra mais de 7.000 denúncias de assédio eleitoral

Ministro Luiz Marinho destaca a importância de proteger o trabalhador em meio a casos de constrangimento político.

Por Giovanna Massaro Publicado em 04/11/2026 às 22:06
Ministério do Trabalho registra mais de 7.000 denúncias de assédio eleitoral Reprodução / Agência Brasil

O Ministério do Trabalho e Emprego recebeu mais de 7.000 denúncias de casos de assédio eleitoral no trabalho, segundo Luiz Marinho, chefe da pasta. Ele divulgou o número nesta quarta-feira, 4.

"Você tem aqui das 7.000, não sei exatamente qual a proporção que serão denúncias reais e concretas", disse. Em seguida, falou aos empregadores e explicou a atuação do Estado nestes casos: "Aproveito para me dirigir a todos eventualmente que ainda pensam em fazer esse tipo de bobagem. Recue. Afinal de contas, o estado não pretende punir absolutamente ninguém. O que o estado pretende é proteger o trabalhador".

No final do mês passado, o MTE divulgou que, em apenas três dias de funcionamento do canal específico para esse tipo de ocorrência, depois do segundo turno, registrou 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral no trabalho.

Na ocasião, Luiz Marinho afirmou que "não podemos admitir que trabalhadores e trabalhadoras sejam ameaçados, constrangidos ou discriminados por suas escolhas políticas. O voto é livre e secreto, e nenhum empregador pode usar sua posição para interferir na decisão de seus empregados".

O Ministério Público do Trabalho (MPT) obteve liminares contra casos de assédio eleitoral no trabalho pós-eleição. A Justiça do Trabalho, após denúncia do MPT, determinou que a Meta, empresa do Instagram, Facebook e WhatsApp, retirasse do ar postagens que incentivavam que empregadores a demitirem empregados por causa do voto.

Nas redes, parlamentares ligados ao bolsonarismo incentivaram boicotes a negócios e desligamento de empregados que declararam voto na esquerda. Também passaram a circular listas de boicote com nomes de pessoas e empresas.