Jimmy Kimmel ironiza possível indicação de documentário sobre Melania Trump ao Oscar
Apresentador faz piada sobre apresentar premiação caso filme sobre ex-primeira-dama seja indicado
O apresentador e comediante Jimmy Kimmel divertiu os telespectadores ao afirmar que vai exigir apresentar o Oscar em 2027 caso o documentário Melania seja indicado na categoria de melhor documentário.
O longa, que estreou no Brasil no final de janeiro, retrata os 20 dias que antecederam a segunda posse presidencial de Donald Trump. Melania, além de protagonista, também assina a produção do filme.
Durante o monólogo de segunda-feira, 2, Kimmel ironizou a apresentadora da Fox News, Kayleigh McEnany, que celebrou a estreia acima do esperado do documentário e sugeriu que ele deveria ser indicado ao Oscar. McEnany ainda comentou: "E se ela fosse, seria a mais bem vestida de longe".
Em tom de deboche, Kimmel declarou: "Anotem o que eu digo: se Melania for indicado ao Oscar, eu apresentarei a cerimônia. Quer me peçam ou não. Eu insistirei nisso".
No início do monólogo, Kimmel também brincou: "Melania tem uma avaliação de 7% no Rotten Tomatoes, mas na Fox News tem 100% de aprovação". O apresentador já comandou o Oscar em quatro ocasiões.
Antes mesmo da estreia, Kimmel já havia criticado o documentário, chamando-o de "um suborno de 75 milhões de dólares que a Amazon fez para ela". O filme arrecadou 7 milhões de dólares nas bilheteiras e, segundo Kimmel, "bateu um recorde: foi a maior estreia para um projeto de vaidade não musical ou suborno corporativo descarado nos últimos 10 anos".
Em 2024, enquanto apresentava o Oscar, Kimmel interrompeu a transmissão para ler uma crítica negativa de Donald Trump ao evento. Pouco antes de Al Pacino anunciar o prêmio de melhor filme, Kimmel subiu ao palco e leu em voz alta o comentário de Trump nas redes sociais, no qual o ex-presidente questionava: "Já houve algum apresentador pior do que Jimmy Kimmel no Oscar? Sua abertura foi a de uma pessoa medíocre se esforçando demais para ser algo que não é e nunca poderá ser. Livrem-se de Kimmel e talvez o substituam por outro 'talento' decadente, porém barato, da ABC, George Slopanopoulos. Ele faria todos no palco parecerem maiores, mais fortes e mais glamorosos."
Já em setembro de 2025, a emissora americana ABC suspendeu o programa Jimmy Kimmel Live após críticas de republicanos sobre comentários do apresentador a respeito do assassinato do influenciador trumpista Charlie Kirk. Na ocasião, Kimmel relacionou o suspeito do crime ao movimento MAGA. O programa retornou ao ar ainda no mesmo mês.