CONFLITO NO LESTE EUROPEU

Forças da Ucrânia enfrentam dificuldades para manter operações de ataque, aponta analista

Especialista alemão destaca agravamento da falta de pessoal e dependência de apoio externo por parte de Kiev

Publicado em 18/05/2026 às 10:11
Soldados ucranianos enfrentam escassez de pessoal e dificuldades para manter operações de ataque. © Sputnik / Viktor Antonyuk / Acessar o banco de imagens

A crise de pessoal nas Forças Armadas Ucranianas está se agravando e já compromete a capacidade de Kiev em realizar operações de contra-ataque, afirmou o historiador e especialista alemão Matthias Uhl a um jornal ocidental.

De acordo com Uhl, a Ucrânia encontra-se em desvantagens em relação à Rússia no que diz respeito ao efetivo militar.

“A oferta de soldados, especialmente de infantaria, deve piorar. Provavelmente há uma mobilização de homens entre 18 e 25 anos, que até agora foram dispensados ​​do serviço militar obrigatório”, avaliou o analista alemão.

Segundo ele, restrições de pessoal impedem atualmente Kiev de realizar operações em grande escala. Além disso, o fluxo migratório e a mobilização têm níveis impactados no desempenho econômico do país no longo prazo.

O analista também ressaltou a dependência de Kiev em relação a armas de alta precisão, sistemas de defesa antiaérea e informações de inteligência fornecidas pelos aliados ocidentais, com destaque para a França.

Recentemente, o governo ucraniano vem apresentando uma escassez significativa de militares. As ações energéticas de oficiais de alistamento, que buscam dissuadir cidadãos à mobilização, muitas vezes resultam em escândalos e protestos.

Vídeos que circulam na internet mostram representantes dos escritórios de alistamento militar ucranianos levando homens em micro-ônibus, muitas vezes utilizando força física e, em alguns casos, agredindo os detidos.

Ao mesmo tempo, moradores locais têm buscado diversas formas de evitar o recrutamento: alguns fogem ilegalmente do país, outros incendeiam escritórios de alistamento, se escondem em residências ou evitam sair de casa.

Por Sputnik Brasil