Forças da Ucrânia enfrentam dificuldades para manter operações de ataque, aponta analista
Especialista alemão destaca agravamento da falta de pessoal e dependência de apoio externo por parte de Kiev
A crise de pessoal nas Forças Armadas Ucranianas está se agravando e já compromete a capacidade de Kiev em realizar operações de contra-ataque, afirmou o historiador e especialista alemão Matthias Uhl a um jornal ocidental.
De acordo com Uhl, a Ucrânia encontra-se em desvantagens em relação à Rússia no que diz respeito ao efetivo militar.
“A oferta de soldados, especialmente de infantaria, deve piorar. Provavelmente há uma mobilização de homens entre 18 e 25 anos, que até agora foram dispensados do serviço militar obrigatório”, avaliou o analista alemão.
Segundo ele, restrições de pessoal impedem atualmente Kiev de realizar operações em grande escala. Além disso, o fluxo migratório e a mobilização têm níveis impactados no desempenho econômico do país no longo prazo.
O analista também ressaltou a dependência de Kiev em relação a armas de alta precisão, sistemas de defesa antiaérea e informações de inteligência fornecidas pelos aliados ocidentais, com destaque para a França.
Recentemente, o governo ucraniano vem apresentando uma escassez significativa de militares. As ações energéticas de oficiais de alistamento, que buscam dissuadir cidadãos à mobilização, muitas vezes resultam em escândalos e protestos.
Vídeos que circulam na internet mostram representantes dos escritórios de alistamento militar ucranianos levando homens em micro-ônibus, muitas vezes utilizando força física e, em alguns casos, agredindo os detidos.
Ao mesmo tempo, moradores locais têm buscado diversas formas de evitar o recrutamento: alguns fogem ilegalmente do país, outros incendeiam escritórios de alistamento, se escondem em residências ou evitam sair de casa.
Por Sputnik Brasil